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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O que você sabe sobre as ales escocesas?




Abafada pelas escolas irlandesa e inglesa de cerveja e famosa mais pela produção de whisky, a Escócia tem também uma ótima tradição de cerveja. Os estilos escoceses trazem algumas similaridades a alguns estilos da escola inglesa, mas calma, não precisa tirar sua bandeira da IRA da gaveta, colocar sua versão de “Caledonia” para tocar e praguejar contra os Tories. Os estilos escoceses tem uma singularidade própria, contando até com uma seção própria no guia de 2015 da associação internacional de cervejeiros chamada  BJCP que pode ser acessado aqui.

Tá... tocar Caledonia tá permitido!

Em geral, o estilo que pode ser chamado de Scotch/Scotish Ale abrange três classificações que ficam entre o Light, Heavy e Export. Diferenciando entre si por um aumento continuo e crescente em corpo, cor, amargor e álcool. Quase uma adaptação das pale e red ales inglesas, o estilo favorece cores que variam de âmbar e cobre a cores avermelhadas. No sabor e são encontrados toques leves e caramelizados (que lembram o doce butterscotch) em todas as suas formas.
Doce que se assemelha
a bala de caramelo

Nas graduações heavy e export, destaca-se também sabores de biscoito e tostado de pão, um pequeno toque defumado pode ser sentido mas não deve se destacar, apenas se ajustar ao sabor final. Aroma e amargor de lúpulo frutados também devem ser balanceados e não podem roubar a cena como no caso das bitters inglesas. A graduação alcoólica é em média: Light 3%, heavy 3.5% e export 4-6%.

Há também a variação do estilo que se aproxima bastante do estilo Old Ale inglês e se chama “Wee Heavy” que dá um maior valor ao sabor de malte no estilo e permite uma graduação alcoólica bem acentuada, com alguns exemplos chegando a 12% de graduação de álcool. Esse estilo pede um maior tempo de maturação para que os aromas e gosto de álcool fiquem bem balanceados.

Devido a grande produção de whisky na Escócia, é comum exemplares do estilo serem maturados em barris de carvalho, as vezes recém usados para maturar whisky. O sabor madeirado do carvalho recém embebido em whisky proporciona um toque diferenciado na cerveja e apesar de não ser obrigatoriedade no estilo, é altamente recomendável.

Seria desonesto falar de cerveja na Escócia e não citar uma das melhores cervejarias do mundo. A Brewdog faz parte dessa nova revolução em produção de cervejas artesanais e apesar de estar mais ligada culturalmente a escola americana, a marca produz também belos exemplos de estilos escoceses como a Wee Heavy Dogma e a San Diego Scotch Ale que foi maturada em um ano em barril de carvalho com passas embebidas ao rum. Ambos exemplares mantém a ideia da fábrica de revolucionar os estilos tradicionais e oferecem uma versão mais extrema dos estilos que são baseadas.

Já provou alguma cerveja desses estilos? Gostou? Deixe seu comentário a baixo e nos diga sua experiência!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Harmonização de Cervejas com sobremesas

Com a popularização de cervejas artesanais no Brasil, muitos acabam descobrindo que certos estilos de cerveja combinam melhor com certo tipo de comida. O costume que antes era basicamente combinar uma porção de fritas com uma american light lager qualquer, abre possibilidades para IPAs, Weiss e stouts... E mesmo que muitos ainda se complicam em escolher o prato principal ou porção com a cerveja artesanal, pior ainda é a escolha de sobremesas com cerveja.
Sim, é possível combinar diversos estilos de cerveja artesanal com pratos doces. Em alguns casos eu diria inclusive que são até a principal escolha! Tudo é questão de atenção nos ingredientes e quais sabores deseja ressaltar. Me acompanhe nesse pequeno tutorial básico e, quem sabe, brotar algumas novas ideias de harmonização para usar com amigos ou até mesmo para impressionar sua companhia para a noite.


De olho nas especiarias!


Uma ótima dica para saber com o que harmonizar pode estar justamente na receita da cerveja em si. Cervejas Weiss e Golden Ales que tem canela em sua receita harmonizam muito bem com receitas que levam canela. Cervejas com café e chocolate combinam com sobremesas que levam esses mesmos ingredientes. Então atenção na composição da cerveja acima de tudo!


Dry Stouts, Imperial Russian Stouts, Porters


Cervejas com marcas presentes de torrado e toffe harmonizam perfeitamente com sobremesas secas a base de chocolate como cookies, chocolate em barra meio amargo e brownies. Os sabores se equivalem e trazem uma boa sensação no paladar. Eu mesmo não sou muito fã de chocolate e muito menos de dry stouts, incluindo a Guinness (sim, sim... eu sei que vocês me odeiam), mas quando comi os dois juntos, não teve como negar a felicidade gustativa que senti. A harmonização fica ainda melhor se as cervejas tiverem café ou chocolate na fórmula.

Brown Ales, Sweet Stouts e  Oatmeal Stouts

Essas com um sabor mais doce e um gosto mais caramelizado do que as do grupo em cima combinam bastante com sobremesas a base de caramelo e chocolate no geral. Pudins, petit gateau, pasta de avelã com chocolate, bolos de chocolate com cobertura. Com o sabor menos torrado e seco desses estilos de cerveja, sobremesas mais suaves equivalem em sabor com a cerveja, sem anular o gosto de nenhum dos dois.

 

Hefeweiss, Weizendunkel, Weizenbock, Strong Golden Ales


Hefeweiss são cervejas de trigo que não passam pela filtração, ou seja, tem cor mais turva e corpo maior. Weizendunkel e weizenbock contem alguns grãos com torra média, dando um sabor diferencial e cor laranjada e as vezes cobre nas cervejas. Doces de médio corpo, como pudins de leite com canela e bananas flambada ou torta de banana são boas pedidas. 


Weiss, Golden Ales, Trippel, Witbier


Nesse estilo, leveza prevalece. Por contarem com cervejas de corpo baixo e coloração clara, recomendo doces leves, receitas com mel e banana são bem vindas, cereais como aveia e caldas leves também, desde que não muito doces e pesadas. Como as cervejas nesse caso são mais leves, pode rolar de a sobremesa se sobrepor demais ao sabor da cerveja, anulando a experiência.


IPAs, Pales Ales e Red Ales


Agora chega a parte mais complicada, em especial com as IPAs. Pois dependem dos lúpulos usados na cerveja. Algumas delas têm sabores frutados mais pronunciantes como manga e pêssego e, portanto, pedem doces baseados nessas frutas. Outras IPAs ressaltam sabores mais cítricos de maracujá e laranja, pedindo mousses e doces cítricos. Porém se a IPA que estiver tomando ter um amargor mais floral ou picante, não é recomendado arriscar em doces para harmonizar. Pale Ales seguem a mesma especificidade mas com atenção redobrada na leveza do prato, assim como as Golden ales. Reds por terem também uma torra média, pedem doces que valorizam o sabor de caramelo e pratos mais pesados.

Já haviam experimentado alguma dessas combinações? Gostaram? Não deixem de comentar qual foram suas experiências.

domingo, 8 de março de 2015

Alewifes: A Mulher na cervejaria artesanal

Pintura medieval mostrando mulheres provando cerveja

Passamos nos últimos anos por uma revolução na produção de cervejas graças aos pequenos produtores conhecidos como "homebrewers" ou cervejeiros artesanais. Ao desconcentrar o poder das mãos das grandes indústrias e crescerem em médias, pequenas, micro e até empresas caseiras, as receitas de cervejas ganharam uma complexidade única, novos ingredientes e meios de fazer e apreciar cerveja.

Porém o ato de fazer cerveja ainda é visto como "esporte para meninos" e ainda que exista uma participação feminina nessa revolução, ela não tem muito destaque. Porém saibam que esse ofício já foi largamente usado por mulheres, talvez até em suas origens, e que só teve essa substituição com o nascimento de grandes empresas cervejeiras nos séculos XVIII e XIX.

O registro mais antigo da produção de cerveja se encontra na mesopotâmia e nesses registros mostra que quem produzia a cerveja eram as mulheres, e que a cerveja servia como fonte de nutrientes importante na população. O termo Alewife (ou Brewster), porém, data da Inglaterra Medieval.
Devido à má qualidade da água na Inglaterra Medieval e do desconhecimento dos ingleses sobre microrganismos, a água era basicamente intragável e a cerveja, que é fervida em sua receita, era um
a ótima alternativa a uma bebida mais saudável.

Festival direcionado a
mulheres cervejeiras
Como a cerveja no período não era lupulada, a bebida estragava rapidamente e devia ser tomada fresca, impossibilitando o comércio em grande escala ou através de regiões, privilegiando pequenos produtores de cerveja, nesse caso, mulheres.

Pela característica de poder ser feito em casa com os mesmos utensílios usados para cozinhar alimentos, não era incomum que mulheres optassem por produzir cerveja em média escala para um ganho extra. Muitas até abriam "Ale Houses" onde produziam, vendiam e serviam a bebida, parecido com os atuais "brewpubs".

Lúpulos além do amargor e aroma
também preservam o frescor da cerveja
Porém com a chegada da Peste Negra no século XIV, o comércio de cerveja e basicamente todo o comércio da idade média foi prejudicado. Com a chegada na Inglaterra do método de lupulagem na cerveja vindo da Bélgica no século XV, as cervejas começavam a ser produzidas em maiores escalas, já que o lúpulo fazia com que se mantivessem frescas por mais tempo.

Com a chegada da revolução industrial, da melhoria técnica em laboratórios e tratamento de microrganismos e as expedições inglesas ao redor do mundo os séculos XVIII e XIX, a produção foi cada vez mais centrada em grandes indústrias gerida por grandes empresários. Nos tempos atuais, com o fortalecimento da indústria caseira na produção de cerveja, será que voltaremos a ver as mulheres mais ativas na criação e comércio de cerveja, resgatando os costumes tradicionais das Alewifes?

Loja moderna de cerveja

terça-feira, 31 de julho de 2012

Cerveja: Guia de Estilos

Para ajudar na identificação dos estilos, a sommelier de cervejas Andréa Calmon traduziu este guia do livro “The Brewsmaster Table”, de Garret Oliver. Esta compilação apresenta as características mais marcantes de cada estilo, facilitando a busca por harmonizações de cervejas com comidas.
 
 Principais Estilos e suas Características Marcantes para Harmonizar

Abadia – Forte, frutada, picante, aromática, complexa.

Altbier – Maltes tostados, amargor envocado, sabor marcante de malte.

Amber – Coloração que já remete a maltes tostados tanto em Ales quanto em Lagers.

Barley Wine – Muito forte, escura, agridoce, maltada, complexa.

Bière de Garde – Encorpada, herbácea, sabores de anis e terrosos.

Bitter – Frutada, sutil, baixa carbonatação, robusta nos lúpulos.

Bock – Escura (normalmente, mas nem sempre), forte, maltada, toffee, encorpada, amargor
contido.

Brown Ale – Escura, caramelizada, frutada, leve toque de chocolate e café.

Doppelbock – Muito forte, escura, toffee, com algum dulçor.

Dortmunder Export – Dourada, seca, pão, amargor moderado.

Dubbel – Escura, frutada, complexa, uvas passas, picante.

Dunkel – Escura, maltada, pão, moderadamente amarga.

ESB – Ambar, frutada, moderadamente forte, lupulada.

Framboise – cerveja elaborada com frutas, pode ser doce ou seca.

Gueuze – Clara, seca, selvagem, animal, complexa, ácida.

Hefeweizen – Cerveja de trigo com leveduras em suspensão, corpo leve, cravo, banana.

Helles – Dourada, corpo leve, maltada, pão, amargor leve.

Imperial Stout – Muito forte, escura, tostada, café, chocolate, robusta.

IPA (India Pale Ale) – Amber, forte, seca, robusta nos lúpulos nos aromas e no sabor.

Kölsch – Dourada clara, um pouco frutada, pão, amargor contido.

Kriek – Cervejas elaboradas com cerejas, podem ser doces ou secas.

Lambic – Fermentada com leveduras selvagens, ácidas, base ácida para as Gueuzes e Fruit
Beers, selvagens.

Marzen – Amber, pão, maltada, caramelizada, corpo médio.

Mild – escura, pouco lupulada, caramelizada, frutas secas (uvas passas), corpo leve.

Oktoberfest – Similar as Märzen porém mais claras.

Old Ale – Forte, escura, caramelizada, frutas secas, amargor balanceado.

Pale Ale – Amber, seca, frutada, lupulada, com algum sabor de maltes caramelo.

Pilsner – Se genuína, dourada, seca, amarga, floral, pão.

Porter – Muito escura, chocolate, café, caramelizada, lupulada.

Rauchbier – Defumada em aromas e sabor, caramelizada.

Saison – Seca, forte, condimentada, complexa, refrescante, lupulada, não muito forte.

Schwarzbier – Escura, as vezes forte, chocolate, seca, caramelizada, pão.

Scotch Ale – Escura, as vezes forte, maltada, encorpada, resquícios de amargor.

Stout – Preta, café, chocolate, pode ser muito seca ou adocicada, forte ou não.

Trapistas – As cervejas feitas pelos monges, fortes, frutadas, condimentadas, complexas.

Tripel – Pálidas, fortes, secas, frutadas, complexas, espirituosas.

Vienna – avermelhadas, caramelizadas, maltadas, pão, leve amargor.

Weiss – Cervejas de trigo, fermento, banana, cravo, frutadas, leves, acidez leve.

Witbier – Cervejas belgas de trigo, claras e turvas, corpo médio, cítricas, refrescantes,
levemente ácidas.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cerveja: Diabólica

 

Nascida durante o Psycho Carnival, tradicional e o maior festival de Psychobilly do Brasil, a cerveja Diabólica começou como uma produção caseira e específica para o evento. Por apoiar os artistas independentes da cena local, caiu imediatamente nas graças do público rockeiro, entre eles apreciadores de cerveja que trataram de espalhar sua fama Brasil afora.

Inspirada nas cervejas ales inglesas, a Diabólica é uma India Pale Ale old school com aroma cítrico. O paladar é complexo e com 6,66% de graduação alcoólica!

A Diabólica já pode ser encontrada nos bares e empórios de todo Brasil. A distribuição nacional é realizada pela BeerManiacs.

Fonte: All Beers

Cheers and 666 \m/

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Cerveja: Rolling Hop - Tributo ao Rolling Stones



Depois dos vinhos e cerveja do AC/DC e da vodka e cerveja do Motörhead, agora é a vez do Rolling Stones emprestar sua marca para uma linha de bebidas.
Ela será lançada em junho, na data que marca o aniversário de 50 anos do grupo, pela empresa japonesa Suntory Liquors Inc., e inclui drinks e cervejas.
A “Rolling Hop” é uma cerveja com 4% de teor alcoólico, e o “Rolling Gold” é um drink a base de gin, mas há outros produtos e novos lançamentos estão por vir.

Fonte: Rock Geral

terça-feira, 19 de junho de 2012

Cerveja: Depois de Vinho e Vodka, Motörhead lança Cerveja


Bebida ainda não está disponível para ser entregue no Brasil

O Motörhead prepara o lançamento de mais uma birita, de acordo com o site da revista New Musical Express. Depois do lançamento de vinho, Shairaz Motörhead, e da vodca, Motörhead Vodka, a banda britânica lança a própria cerveja: a Bastards Lager.

A bebida está sendo fabricado pela cervejaria sueca Krönleins. Para a tristeza dos brasileiros, por enquanto só está sendo vendida na Suécia. "Você nunca é velho demais para o rock'n'roll e para uma cerveja bem gelada. Isso tudo funciona muito bem em conjunto", conta o baterista Mikkey Dee.

Motörhead Vodka

A banda que lançou seu último trabalho, "The World is Yours", em dezembro de 2010, colocou recentemente no mercado a Motörhead Vodka.

O produto que a banda classifica como bebida produzida "no verdadeiro espírito do rock’n’roll", tem produção 100% local, destilada e engarrafada na cidade de Malmköping, na Suécia.

Os interessados em levar uma garrafa para a mesa devem desembolsar 393 coroas suecas, algo em torno de R$ 105. O Motörhead Vodka conta com 40% de teor alcoólico e para garantir uma garrafa é só acessar o site de bebidas da banda.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Cerveja: Hop to Thrill - Tributo ao AC/DC



Quem lembra da cerveja tributo aos Ramones, a Blitzkrieg Hop?
Cerveja artesanal elaborada pela Teckelbier do sul do país que novamente mostra que gosta de um bom rock. A homenagem agora foi para os australianos do AC/DC com a Hop to Thrill.

Assim como a IPA dos Ramones, a black IPA do AC/DC também tem um amargor bem presente e representa muito bem a banda. A diferença entre as duas é a coloração que nessa é escura.
Qual será a próxima banda homenageada pelos cervejeiros da Teckelbier?

Lembrando que a cerveja ainda não tem registro para distribuição, apenas encontrada em alguns eventos cervejeiros, principalmente no sul do país.

Fonte: All Beers

sábado, 9 de junho de 2012

Cerveja: Blitzkrieg Hop - Tributo ao Ramones


A Blitzkrieg Hop está pronta, artesanal no estilo American India Pale Ale em homenagem aos Ramones, banda punk rock norte-americana.
Cerveja produzida no sul do país, por Rubens Deeke e Diogo Züge, um dos criadores da Joinville Porter, premiada no II Concurso Mestre Cervejeiro Eisenbahn em 2009.

Para os interessados, uma degustação acontece amanhã (11/06) para apresentar a cerveja. O local será no Empório São Patrício, em Balneário De Camboriú (SC).

Fonte: All Beers

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Certificação de Sommelier de Cerveja: Por que a formação é tão popular?


O Senac em parceria com a Doemens Academy oferece o novo curso de Formação de Sommelier de Cervejas. O mentor do curso, Wolfgang Stempfl comenta a importância da certificação para o mercado de trabalho:

Começou com uma ideia... A cerveja é um produto multifacetado e pode ser apreciado por pessoas de todos os temperamentos e estilos de vida.  Entretanto, a maioria dos consumidores não tem consciência disso. Por esse motivo, o que precisamos é de embaixadores que possam transmitir para os consumidores a sensação do prazer inerente ao ato de beber cerveja, da mesma forma que tem sido feito no setor vinícola. Essa ideia me ocorreu há algum tempo, mas ficou dormente até que um dia, um amigo apreciador de cerveja, Axel Kiesbye, sugeriu a mesma coisa quando estávamos saboreando uma boa cerveja.  E assim, nasceu o programa de certificação de sommelier de cerveja.

Durante o desenvolvimento do currículo, o maior desafio foi estabelecer a duração do seminário. Deveria durar dois anos, dois meses, duas semanas ou dois dias?

Os tópicos relacionados à cerveja são tão multifacetados quanto a própria bebida:

• Por que a produção de cerveja é uma arte?
• Qual é a melhor maneira de servir cerveja de um barril em um copo sem prejudicar as qualidades fundamentais para a sua apreciação?
• Qual a diversidade das características sensoriais da cerveja?
• Que propriedades da cerveja têm valor nutritivo e contribuem para a boa saúde?
• Que cervejas são mais adequadas para acompanhar determinados alimentos?
• Que cerveja complementa melhor um determinado tipo de queijo? Cerveja combina com chocolate?
• Que criações culinárias poderão ser preparadas usando cerveja como ingrediente?
• Como despertar o entusiasmo dos convidados com uma culinária à base de cerveja?
• Como preparar drinks interessantes à base de cerveja?
• Por que a tradição de servir cerveja em copos adequados é tão importante?
• Como descrever as propriedades sensoriais da cerveja?
• Como tornar um menu de cervejas atraente?
• Qual é o significado da expressão “marketing de cerveja”?
• O que é necessário saber sobre consumidores de cerveja?
• E a lista continua...

Temos ministrado cursos de formação de sommeliers de cerveja nos últimos seis anos. Entretanto, no início, alguns produtores da Alemanha não entenderam bem em que consistia a formação de sommeliers de cerveja. Frequentemente recebíamos perguntas do tipo: Por que você tem de copiar tudo que o setor vinícola está fazendo? Apesar disso, desde o início, todos os seminários lotaram e a cada ano só conseguimos atender a demanda programando cursos suplementares. Recebemos também muitos pedidos do exterior para oferecer o seminário em italiano e em português. Gostaríamos de incentivar os mercados emergentes de cerveja desses países a utilizarem o potencial culinário da bebida. Durante esse período, todos aqueles que estão envolvidos no negócio de cerveja começaram a entender que ela tem um potencial muito amplo, que não pode ser meramente transferido para o consumidor sem nenhum comentário. Além disso, todo esse mosaico revelou um grande número de protagonistas: os produtores de cerveja que, sempre subestimam a si próprios e suas mercadorias; os restaurateurs, que acreditam ganhar pontos com os clientes somente se oferecerem vinho; os varejistas de bebida, que consideram a cerveja um produto de massa, que ocupa um grande espaço nas lojas. Contribuindo também para o sucesso do seminário está o entendimento (infelizmente, hoje em dia limitado exclusivamente à Áustria) de que o conhecimento da diversidade da cerveja deve ser incluído como parte da formação básica do pessoal dos setores de hotéis e restaurantes, o que significa que os instrutores serão profundos conhecedores do assunto.

O treinamento e a certificação para a formação de sommeliers de cerveja levam os participantes para uma jornada pelo mundo da cerveja, envolvendo ativamente todos os seus sentidos - uma aventura estimulante e agradável.

... e é por isso que o seminário tem sido tão popular.

Curso: Formação de Sommelier de Cervejas


Formação de Sommelier de Cervejas:
O participante desenvolve competências para atuação como sommelier de cervejas, disseminando a cultura cervejeira em bares, restaurantes, hotéis, distribuidoras, produtoras e importadoras de cervejas em diversas áreas, como logística, comunicação, comercialização ou serviço de cervejas.

No curso, o participante desenvolve habilidades necessárias ao exercício da profissão de forma ética, sugerindo diferentes estilos de cerveja e suas possibilidades de harmonização para garantir experiências gastronômicas prazerosas.
(Carga horária: 100 horas)

Pré-Requisitos:
Idade a partir de 18 anos, com ensino fundamental.

Método:
Estão previstas situações de aprendizagem que coloquem o aluno em contato com o cotidiano profissional e que estimulem, ao mesmo tempo, sua capacidade de reflexão e seu senso crítico, tais como discussões e trabalhos em grupo, apresentações em plenária, simulações de situações de trabalhos, exposições dialogadas, degustações guiadas, visitas técnicas e atividades de pesquisa.

Programa:
• Cultura cervejeira: história, escolas cervejeiras, matérias-primas, processos de produção, estilos.
• Cerveja e gastronomia: aplicações na gastronomia.
• Perfil sensorial das cervejas: degustação, harmonização e usos na gastronomia e na coquetelaria.
• Aplicabilidade da análise sensorial na gestão e serviço do produto.
• Impulsionadores de venda: carta de cerveja, brigada e visibilidade do produto.
• O uso do vocabulário apropriado na descrição da cerveja.
• Ética na veiculação da informação.
• Higiene e segurança alimentar.
• Consumo consciente e responsável.
• Estudo sobre o mercado mundial de cervejas. Foco no Brasil.

Certificação:
O Senac e a Doemens Academy conferem o certificado de conclusão do curso. Vide modelo de certificado com as assinaturas digitais dos parceiros para emissão dos certificados.

O Senac fornece o material didático:
Apostila Sommelier de Cervejas, de autoria da Doemens Academy.

terça-feira, 6 de março de 2012

St. Patrick´s Day: Deep Bar em SP


É isso ai pessoal, faltam poucos dias para a festa que todos estão esperando, o St. Patrick´s Day e não poderiamos deixar essa data passar em branco. O que acham de todos passatem tomando alguns Pints de Guinnes e Cerveja Verde?
Iremos comemorar o St. Patrick´s Day no Deep Bar, em São Paulo, juntamente com o pessoal do Taberna Folk.

Vamos lá, bando de bebados bastardos, que essa é a hora de bebermos até cair (cair não porque não podemos perder nossas moedas, porque os Leprechauns virão de trás do arco-irish nos roubar).

Iremos contar com a presença de vários conhecidos desse blog e fórum. E você que é de São Paulo, como também do Interior e demais localidades do Brasil estão convidados e estar conisco nessa data. Minha presença está confirmada e quem sabe o nosso "Boss" esteja conosco... rs

Sláinte!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cerveja Escura: Tudo que você precisa saber sobre ela

Falaremos um pouco sobre alguns estilos de cerveja, sobre um grupo, os da cervejas escuras, que muitos amam e alguns odeiam. Mas uma coisa você precisa saber:

Malzbier, do alemão, Cerveja de Malte e, por favor, chame-a de Cerveja Escura, não preta.


Ai, você senta no bar e pede aquela loira deliciosa, mas por que não pedir uma mulatinha ou uma negra boa, para poder mudar um pouco a rotina? Malzbier é esse tipo de cerveja, doce e com baixo teor alcoólico (com algumas perto de 1% de teor alcoólico, mas geralmente ficam entre 3% e 5%), de cor escura, que é fermentada com uma cerveja normal, aquela loira de sempre, porém com a fermentação de levedo por volta do 0°C. O CO2 e o açúcar é adicionado depois.
Mulata energética

A Malzbier é geralmente usada como uma bebida energética. Então você já sabe que essa morena vai te deixar em alerta. As brasileiras (cervejas escuras, não as mulatas) são do tipo american pale lager na qual, após a filtração, são adicionados caramelo e xarope de açúcar, dando a coloração escura (que não vem do malte tostado) e o sabor adocicado.

Ou seja, aquela morena, caramelisada, com um toque de açucar. Tadinho do Dono do Bar, acho que é muito doce pra tamanha diabetes. Nessa, vai ter que se satisfazer só com a loira.

As mulatas gringas


Com origem alemã, cujo país nem a trata mais como cerveja (lá eles a rebaixaram a uma mera bebida energética por causa do seu baixo teor alcoólico), Malzibier tem muitos fãs por aqui.

A oferta de cervejas escuras está cada dia maior. Tanto nacionais, como importadas, de microcervejarias ou de grandes marcas, dos mais variados estilos, indo desde Schwarzbiers, passando por Porters e Stout, até cervejas de estilos especiais que levam adição de café ou chocolate.

Tem mulata e morena pra todos os gostos

Tem as que podem apresentar pouco corpo a muito encorpadas (tanto cervejas como morenas). Com pouca ou com longa persistência aromática (depende do perfume que ela usa). Cervejas que até pouco tempo não se cogitava apreciar em dias quentes (porém morenas combinam com dias quentes e frios também), muito menos acompanhar aquela churrascada de domingo ou a sobremesa de chocolate do almoço na casa da sogra.

E qual delas combina comigo?

Existem vários estilos de cerveja com tonalidade escura, assim como as morenas, mulatas, negras, cor de jambo e da cor do pecado… Em termos técnicos, não se classificam por cores, e sim por famílias, estilos ou procedências.

Schwarzbier
Vinda da Alemanha, a gringa e feita com malte suave. Um pouco mais seca, mas mesmo assim refrescante.

Strong Dark Ale
Ela é Belga, porém também é escura. Com fermentação mais forte, destacando-se do malte.

Strong Scotch Ale
Irmã da de cima tem o malte mais perceptível e é fermentada em temperaturas mais altas.

Dunkel
Com o sabor do malte mais aguçado, essa morena é um pouco mais atraente por ter o seu teor alcoólico médio.

Porter
Com um leve sabor de café e chocolate (Isso não significa que é adicionado café e chocolate na composição. Pelo tipo de malte tostado e torrado elas ganham características que lembram esses sabores e aromas), essa mulata tem uma espuma consistente e reflexos avermelhados, é quase um beijo molhado de uma negra ruiva.

Tem o corpo leve e pouco amargor. O teor alcoólico é de médio a alto. Algumas marcas chegam a ter mais de 11% o que faz desse mulherão um furacão.

Imperial Stout
Essa inglesa não é fria quanto suas conterrâneas, Suas variedades com teor alcoólico altíssimo, de 10% a 12% fazem delas quase um licor, e por isso, bastante indicadas para serem apreciadas em climas mais frios.

Fonte: Yahoo!

sábado, 19 de novembro de 2011

News, News, News Ohh yeahhhh beibé

Algumas considerações a respeito da cerveja:

Acheis uma fonte digna de ser compartilhada com os bons leitores deste blog, segue aqui as contribuições da cerveja como item indispensável para a alimentação de um trabalhador honesto, abaixo um quadro maneiro que quebra o mito de que cerveja engorda.

A cerveja é uma bebida saudável e que faz parte da dieta do Homem desde tempos ancestrais.
O consumo moderado de cerveja, vinho e bebidas espirituosas, ao contrário do que acontece
com o consumo excessivo e com a abstenção, pode proteger as pessoas de doenças cardiovasculares, como por exemplo ataques de coração e algumas formas de trombose.

Deste modo, estima-se que a ingestão de 30g de álcool por dia (cerca de 3 copos de cerveja),
pode reduzir o risco de doenças coronárias em 25%.a cerveja pode contribuir positivamente
para uma dieta saudável. A sua produção, efectuada a partir de cereais como a cevada maltada,
o lúpulo, o trigo, o arroz ou o milho, ajudam ao estabelecimento de uma dieta equilibrada.



Fonte: Cervejas do Mundo

Uma notícia vinda do Canadá terrinha da delicinha teen Robin Sparkles , os caras do The Real Mckenzies soltaram no início desse mês a boa novidade de que já estão com vinte musicas definidas para o novo trabalho, seu lançamento já é previsto pra março do próximo ano, mas ainda não tem um nome de batismo.
Pelos visto, vamos começar o ano muito bem com Tossers e The Real Mckenzies quebrando tudo de cara e colocando no mínimo mais umas sete músicas no nosso set oficial de discotecagem. THE REAL MCKENZIES!!!!!!!!!



Agora meus senhores eu lhes apresento doís ícones da nossa amada ilha, que faz do Reino Unido um lugar melhor.






Rozanna Purcell Miss Irlanda 2010 Universo (a Loira, essa tem vocação, Deus abençõa) e Holly Carpenter atual Miss Irlanda 2011 Mundo (a Morena, essa é mais pra apresentar pra família).
Bom sábado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Receita: Arroz com cerveja

Que tal incrementar o arroz de todo dia com um toque diferente? A dica é acrescentar um pouco de cerveja no preparo e se deliciar com um arroz mais que especial.

Ingredientes:
- 1 xícara de arroz
- 2 xícaras de água
- Sal a gosto
- ½ xícara de cerveja
- 1 dente de alho
- Azeite ou óleo
- 1 colher de sopa de espinafre picado

Modo de fazer:
- Lave o arroz (coloque os grãos em uma peneira e deixe sob água corrente até a água sair transparente e límpida).

- Retire o arroz da água corrente e deixe escorrendo na peneira por pelo menos 30 minutos.

- Coloque a água pra ferver em uma chaleira.

- Descasque e pique um dente de alho.

- Aqueça um pouco de azeite ou óleo em uma panela e refogue o alho rapidamente.

- Junte o arroz e mexa sem parar, até o arroz "fritar" (ele fica soltinho).

- Acrescente sal a gosto.

- Nessa hora, junte a cerveja. Ela deve estar em temperatura ambiente. Mexa de vez em quando até secar novamente.

- Acrescente a água fervente somente até atingir o mesmo nível do arroz.

- Tampe metade da panela, baixe o fogo. Acrescente o espinafre.

- O arroz estará no ponto quando o grão estiver macio e a água secar completamente (aproximadamente 15 minutos, mas dependendo da panela utilizada esse tempo pode variar).

Não se preocupe pois o álcool evapora durante o preparo da receita!

Fonte: Yahoo!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Dead Kennedys questiona Heinekein sobre anúncio


O Dead Kennedys está questionando a Heineken por ter usado um cover da música “Too Drunk To Fuck” em um anuncio. Segundos os Kennedys, eles nunca autorizaram a Heinekein ou qualquer outra empresa a usar sua música. Esta não é a primeira vez que a banda entra em polêmicas envolvendo suas músicas e comerciais, é só se lembrar da época em que entraram em batalha judicial com Jello Biafra. Aguardemos maiores informações e desdobramentos desta história.

* Fonte: Zona Punk

segunda-feira, 30 de maio de 2011

As cervejas mais fortes do mundo


O brasileiro é apaixonado por cerveja, mas por aqui não temos a pretensão de que a “loira gelada” seja uma bebida forte. Lá fora é diferente: eles lutam pelo título da “cerveja mais forte do mundo” e trabalham para aumentar cada vez mais o teor alcoólico de suas composições.

Veja quais foram as últimas etapas dessa competição:

1.Schorschbräu - Schorschbock
A marca alemã deu ínicio a competição da “cerveja mais forte do mundo” quando lançou a charmosa garrafa de cêramica de 330ml, sofisticada e selada manualmente com 43% de teor alcoólico. Parecia invencível!

2.Brew Dog – The End of History
No dia seguinte ao lançamento da concorrente, a escocesa BrewDog pareceu chegar ao limite do teor alcoólico e da bizarrice com a The End of History: uma cerveja com 55% de teor alcoólico e embalada com animais empalhados, como esquilos e lebres.

3. ‘t Koelschip - Start the Future
Uma semana depois, a marca holandesa ‘t Koelschip assumiu o posto de “cerveja mais forte do mundo”, com a Start the Future e seus 60% de teor alcoólico. Ela consegue ser mais forte do que whisky e cachaça!

Para se ter uma idéia, o teor alcoólico das marcas que encontramos no supermercado aqui no Brasil variam entre 4% e 6%. Você encararia uma cerveja com essa quantidade de ácool? Comente!

Fonte: Yahoo!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Premiada Cerva Nacional!!!! Bamberg Rauchbier é boa demais meu amigo.

Por aqui as coisas estão cada vez melhores, estou realmente empenhado em começar minha produção de cerveja e vamos ver aonde isso acaba. Como faz muito tempo desde a ultima vez que tratamos desta paixão em comum, e não pude deixar de postar este artigo (que recebi hj,num e-mail muito maneiro do sul =*) no nosso humilde e embriagado blog.

Vcs sabiam que no livro 1001 Beers You Must Taste Before You Die (1001 Cervejas que Você Precisa Experimentar Antes de Morrer) só existem duas marcas Brasileiras de cerveja? E é exatamente sobre uma delas que eu escrevo agora.A Cervejaria Bamberg de Votorantim/SP foi lá pra Inglaterra e arrastou para o Brasil o primeiro lugar na categoria de Melhor Lager Aromatizada concurso World Beer Awards!!!

Eu já tive a oportunidade de desfrutar dessa maravilha e garanto a qualidade, a companhia ajudou muito é claro, e mesmo que seja lá um sacrilégio eu intercalei goles dessa ceva ae com seleta, sal, limão e Forró.
Recomendo, a cerveja.

Especialistas confirmam:
''O sabor de defumado não é fraco, mas também não tão forte como as “top” alemãs do gênero, que podem agredir paladares menos acostumados ao estilo.''

quarta-feira, 17 de março de 2010

Cerveja Guinness


A Guinness é uma cerveja irlandesa cuja história teve início em 1759, quando Arthur Guinness alugou uma fábrica em Dublin, na Irlanda, e começou a produzir sua cerveja. Em 1862 adotou a Harpa irlandesa como símbolo.

Com quase 300 anos de história, a cerveja Guinness é produzida com a mesma composição: malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura.

A cerveja Guinness é produzida localmente em 55 países e comercializada num total de 155 países, possuindo 80% de participação no mercado mundial de cerveja preta. Ao redor do mundo, 170 mil pubs consomem 10 milhões de copos (pints) de Guinness diariamente.

Guinness é a sexta cervejaria do mundo, proprietária das marcas Harp, Kilkenny, Red Strip, Kaliber e participante de fusões com cervejarias locais ao redor do mundo. Suas vendas chegam a de 2,7 bilhões de litros de cerveja por ano.

sábado, 6 de março de 2010

Femsa traz 5 cervejas europeias do portfólio da Heineken

A Femsa está trazendo ao Brasil cinco cervejas europeias que integram o portfólio internacional da Heineken. Amstel Pulse (da Holanda), Birra Moretti (Itália), Edelweiss (Áustria), Murphy''s Irish Stout e Murphy''s Irish Red, ambas da Irlanda, são marcas com mais de 100 anos de tradição e, a partir de agora, devem integrar o segmento premium brasileiro.

Segundo o diretor de Marketing da Femsa Cerveja Brasil, Ricardo Morici, a chegada dessas cervejas ao País estava sendo programada pela Femsa há aproximadamente um ano e meio, e não tem relação direta com a compra da divisão de cervejas da Femsa no Brasil pela empresa holandesa. Antes da operação, anunciada em janeiro, a Heineken já possuía 17% de participação na Femsa Cerveja Brasil.

De acordo com o executivo, a Femsa avaliou, dentro do portfólio da Heineken, quais marcas teriam espaço no Brasil. Escolhidas as cervejas que seriam trazidas ao País, a companhia iniciou o processo para autorizar as importações.

O lançamento é nacional, mas Morici informou que a distribuição deve ser focada em grandes metrópoles e algumas marcas devem ser mais direcionadas para as regiões Sul e Sudeste do País. A distribuição também será principalmente direcionada a restaurantes, bares especializados e supermercados voltados para a classe A e AA.

De acordo com o executivo da Femsa, o segmento premium responde por 1% do volume total de cerveja comercializado no País. Em faturamento, a participação seria de 1,5%, com esse nicho movimentando aproximadamente R$ 300 milhões por ano, ante R$ 20 bilhões de todo o mercado de cerveja.

Na Europa Ocidental, as cervejas premium chegam a representar 40% do setor. Na Argentina, essa participação seria de 10% e no Chile, de 8,5%. "Acredito que, no médio e longo prazo, podemos alcançar uma fatia em linha com a América Latina", disse o executivo. Para ele, trazer novas opções de produtos para o consumidor deve ajudar a desenvolver o segmento premium no País.

Fonte: Estadão