Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Entrevista: Pipes and Pints

Hey lads and ladies, batemos um papo com o vocalista do Pipes and Pints, Syco Mike.



Primeiramente gostaríamos de agradecer pela oportunidade. É uma grande honra para nós do blog entrevistar um dos grandes expoentes da cena celtic punk.

1-Para começar, acredito que seria bacana se você nos contasse um pouco sobre como Pipes and pints começou. O que vocês faziam antes da banda? Como o Celtic Punk entrou em suas vidas.

A banda foi formada em 2006, com Vojta e Tomas tocando com diferentes formações, um line up estável foi formado em 2009 – Mike (vocal), Vince (bateria) e Ondra (Baixo). Pipes and Pints é uma banda de punk rock e temos diferentes influencias musicais, isso faz nosso estilo.

2-Falando em influencias, quais nomes você pode citar como relevantes para o som da banda?

Todos nós ouvimos diferentes tipos de musica mas posso citar bandas como Street Dogs, Social Distortion,Bouncing Souls, US Bombs, Black Flag e muitas outras.

3-Vemos que o verão europeu tem um grande número de festivais, com uma com bandas como Dropkick Murphys, Mahones entre outras excursionando por ai. Pode contar um pouco sobre como tem sido a experiência das turnês. Como é a amizade entre as bandas? Com que banda vocês gostariam de estar no mesmo evento?

Nós tocamos em muitos festivais com muitas bandas incríveis. Uma banda que eu gostaria de dividir o palco provavelmente seria Black Flag ou The Henry Rollins Band que infelizmente não estão mais tocando. No ano passado tocamos com o Suicidal Tendencies e foi ótimo sair para conversar e estar no mesmo palco. Foi incrível.

4-Vocês podem citar o lugar mais incomum ( país, cidade ou até mesmo estabelecimento) que vocês já tocaram?  porque?

O lugar mais louco foi a Russia, onde as pessoas enlouquecem completamente quando tocamos. O maior perigo é o álcool, vodca antes do show pode fazer você perder seu guitarrista ou baixista, então cuidado com a bebida. Hahahahahah!!!!!! Outra coisa, as pessoas da Russia realmente nos trataram muito bem, uma hospitalidade incrível.




5-Quanto ao um lugar inesquecível onde tocaram, onde foi? E o publico qual o melhor? Quais musicas são mais pedidas?

Para a banda, todo show é especial e incrível. Damos toda nossa energia e o publico nos corresponde.

Os pedidos são sempre diferentes. Nós tocamos o nosso set e as pessoas acabam ouvindo as músicas delas.

6-Pipes and Pints tocaram em boa parte da Europa, podemos esperar que em breve vocês cruzem o Atlântico e toquem na America do Sul. Talvez no Brasil?

Ficaríamos honrados em tocar no Brasil e esperançosos por ter a oportunidade de andar de skate e surfar com os fãs que vierem ao nosso show. "ROCK ROLL RIDE THRO Brazil".


7-Quais são os planos para o future da banda? Algum projeto? Novos álbuns ou Singles?

Será uma boa coisa.

Para terminar, gostaríamos de pedir-lhe para deixar uma mensagem a todos os fãs Brasileiros do Pipes and Pints.

HEY BRASIL, ESPERO  "ROCKING ROLLING RIDING” PELO SEU PAIS COM NOSSO “BAGPIPING PUNK ROCK”.ESPERO VER TODOS VOCÊS EM BREVE NO PALCO. 


In English

First of all, I’d like to thank you for this opportunity. It’s a big honor for us, Irish Punk Brasil, to interview one of the biggest exponent in the Celtic Punk world scene.

1-To begin with, would be nice if you tell us a little of how Pipes and Pints started. What you guys use to do before the band? How did Celtic Punk came into your lifes?

The band started in 2006 with its original members Voijta and Tomas after playing for years with different members the best  line up was found in 2009 Mike the Syco Mike frontman singer Vince pounding drums and Ondra the  bouncing bass man. Pipes and Pints is a Punk rock band and we all have different kind of influences on music that is what makes our style of music.

2-As for influences, which can you name as relevant to the band’s sound?

We all listen to different kinds of music but here a few Street Dogs, Social Distortion,Bouncing Souls, US Bombs Black Flag and many more.

3-We see that in european summer there’s a huge number of festivals with a lot of bands, as Dropkick Murphys, The Mahones and so on. Can you tell us a little bit of the experiences on tours, how is the friendship between the bands? And which band would you like to be at the same event?

We have played many festivals with many amazing bands one band I would like to share the same stage with would probably be Black Flag or the Henry Rollins band  but unfortunantly they are not playing anymore. We played with suicidal Tendencies this year it was great to hang out and talk and rock the same stage. It was amazing.

4-Can you guys cite the most unusual place (country, city or even establishment) you have ever played at? And why?

Craziest place we where was Russia the people went totally ape shit when we played. Dangerous is the alcohol the vodka before the show you could lose your guitar player or bass player before the show starts so be careful with the drinking. HAHAHAHAHAH!!!!!!
Otherwise the people there took really good care of us  there hospitality was amazing.

5-What about the most amazing place?What about the crowd? Where was the best crowd you played to? Which song is the most requested on shows?

Every show is special and great for us we give all our energy and the crowd gives it back to us.
Request are always different we play our set and people get to hear there songs anyway.

6-Pipes and Pints played in a good part of Europe, should we expect that soon you’ll be crossing the Atlantic and play in South América, perhaps even in Brazil?

Yes we would be honored to play in Brazil and hopefully have the opportunity to go skateboarding and surfing with the fans coming to our shows. ROCK ROLL RIDE THRO Brazil.

7- What are the plans for the future of the band? Any projects? New albums or singles?
Will be a good one.

To end this, I’d like to ask you to leave a message to all Pipes and Pints fans in Brazil.


HEY BRAZIL HOPE TO BE  ROCKING ROLLING RIDING THRO YOUR COUNTRY WITH OUR BAG PIPING PUNK ROCK SOUND SEE YOU ALL SOON IN THE PIT I HOPE.


sexta-feira, 10 de abril de 2015

Entrevista: Irish Moutarde


Hey lads and ladies, mais uma entrevista internacional chegando. Desta vez um papo com Jérôme Bélanger, guitarrista e membro fundador, da Banda canadense Irish Moutarde.

IxPxB: Para começar, acho que podemos falar um pouco de como começou a banda. Já são cinco anos, certo? Quais foram as principais influencias musicais? Como foram os primeiros dias e os primeiros concertos? E a aceitação por parte do publico?

Na época, o Irish Moutarde foi criado para tocar em apenas um show! Mathieu estava em uma organização para retomar o desfile de São Patrício na cidade de Quebec. Tocávamos Metal Progressivo na época e Mathieu apresentou a ideia de realizar um show em tributo ao Celtic Punk para as festividades. Fizemos principalmente covers de DKM e Flogging Molly.  Em janeiro de 2010, realizamos um “show teste”, antes das festividades de São Patrício, para cerca de 300 pessoas.  Foi inacreditável! Após esta apresentação, recebemos muitas oportunidades para tocar e foi isso: Irish Moutarde  tornou-se o que é hoje. Lentamente fomos incorporando material original e a resposta do publico foi incrível. Com toda esta recepção positiva, decidimos gravar um álbum.

IxPxB: O primeiro álbum foi muito bem recebido, tendo muitos reviews positivos, e figurando em todas as mais relevantes listas de melhores álbuns de Celtic punk do ano de 2013. Conte um pouco sobre o processo criativo e a Gravação. Foi um projeto totalmente independente?

Primeiro, Irish Moutarde é 100% independente. É duro! Temos eu trabalhar muito em todos os aspectos da banda. Cada membro faz o que pode para ajudar e é muito gratificante ver o que fizemos por conta própria! Não tínhamos ideia que este álbum seria tão bem recebido e teria reviews em todo mundo! Ele nos levou a França para tocar para 10000 pessoas! Eu ainda não consigo acreditar!
Nosso processo criativo foi fácil: algum membro produzia uma demo aproximada de uma musica que tinha em mente, então tentávamos a musica com a banda completa. Cada musico pode inserir seu próprio talento, e é isso!  Se gostássemos do resultado final mantínhamos a canção! Mathieu, Dominic e Sébastien trouxeram realmente canções incríveis. Estamos muito orgulhosos do resultado.
Para a produção, nos seguimos na maior parte do caminho “Do It Yourself”; Sébastien tem grandes habilidades na produção e eu me sinto em casa lidando com aspectos técnicos de gravação. Fred também construiu uma cabine de gravação! Gravamos todos os vocais e instrumentos nos mesmos, exceto a bateria. Sébastien foi para o estúdio de Jef Fortin para gravar as seções de bateria. Jef é um guitarrista incrível banda Anonymus e tem um monte de grandes discos na careira como produtor. Era natural pedir-lhe para a bateria e produção, mixagem e masterização do álbum.




IxPxB: o Irish Moutarde esta baseado na cidade de Quebec (Canadá), o pais de vocês tem bandas de Celtic punk proeminentes como Mahones e Real McKenzies, mas a cena na província de Quebec especificamente, como é? Vocês tem recomendações de bandas para nós?

A primeira banda em minha mente é, obviamente, os Mahones. Eles são de Montreal, em nossa Província. Nós tocamos  com eles uma vez e foi uma insano.
Durante a grande fome na Irlanda, um grande quantidade de famílias irlandesas teve de deixar seu pais. Eles chegaram em Quebec  buscando uma vida melhor. Eu acho que as raízes musicais dessas pessoas ajudaram a desenvolver o “Quebec Folclore” , como ficou conhecido. Há uma banda nova chamada Carotte. Eles acabarem de lançar seu primeiro álbum chamado "Punklore & Trashdition" eles juntaram os clássicos do folclore musical de Quebec em um impressionante álbum punk! Tivemos o prazer de tocar com eles uma vez e foi fantástico! Eles realmente merecem alguma atenção!

IxPxB: Recentemente foi lançando a coletânea "Famous for Nothing", na qual vocês participaram com o cover de Dirty Glass. Particularmente eu gosto muito da versão original, mas o cover com todo o estilo Irish Moutarde ficou  fantástico. Como surgiu o convite para o projeto, e a escolha da canção?

Mathieu viu esse projeto na internet e sugeriu tentarmos um lugar na coletânea! Candidatamos-nos sugerindo The Dirty Glass e conseguimos uma faixa no projeto. Dirty Glass foi uma escolha natural com Andrée-Anne na banda.  Escolhemos a musica, e tocamos com muita energia como tocamos nossas canções, e foi isso! Estamos realmente satisfeitos e gratos por fazer parte deste projeto com todas essas bandas impressionantes! Também é por uma boa causa! Nós obtivemos grandes comentários para a nossa capa da canção; É outra coisa louca nunca esperaríamos para nós com essa banda!

IxPxB: Em dezembro de 2014 Matt, Dom e Christian deixaram a banda. Este ano começou com um reestruturação, a propósito quero dar as boas vindas a Garbor e Antony. Como esta sendo este período e quais os projetos do Irish Moutarde para 2015?

Vamos usar 2015 para “lapidar” os novos membros, criar novas músicas e trabalhar em um segundo álbum! Para mim, esse período é bem vindo para recuperar um tempo com meus filhos e minha namorada. Mathieu, Christian e Dominic são grandes amigos. Claro que sinto falta deles, eles trouxeram muito para a banda, mas ao mesmo tempo temos, com novos membros, uma nova energia para trabalhar em novas canções!

IxPxB: Irish Moutarde tem bastante admiradores no Brasil, ano passado, no show do Dropkick Murphys vi inclusive algumas camisas da banda no meio da galera. Gostaria que vocês deixassem um recado para todos os fãs brasileiros.

Estou muito agradecido pela oportunidade da entrevista. Obrigado a vocês e todos os fãs brasileiros.


In English

IxPxB: To start I think, we can talk about the band's kick off. Was 5 years ago, right? Who the principal influences and musicals references? How were the first’s days and the firsts concerts? And the public acceptance?

Jérôme: At the time, Irish Moutarde was created to play only one gig! Mathieu was in an organisation to bring back the St-Pat's parade in Quebec City. We were playing prog metal music at the time and Mathieu brought up the idea to make a tribute show of celtic and Irish punk rock for the parade festivities. We did mostly covers of Dropkick Murphy and Flogging Molly. We did a "test show" in January 2010 before the St-Pats festivities in front of 300 people. We had a major blast! After that show, we received plenty of gig opportunities and that was it: Irish Moutarde became what it is today. We slowly began to incorporate original material and the public response was awesome. With these great reviews, we decided to make a record!

IxPxB: The Moutarde’s  first album was very well received, positives reviews a lot, and has figured in all most relevants best celtic punk albums list of 2013. talk about the creation and recording of this? Was a totally independent project?

Jérôme: First off, Irish Moutarde is 100% independent! It's tough! We have to work really hard for every aspect of the band. Each member does what he can to help and it is so gratifying to see what we did by ourselves! We had no idea that this record would make it to any charts, or get reviews from all around the world! It brought us to France to play in front of 10000 people! I still can't believe it!
Our creation process was easy: some member produced a rough demo of a song he or she had in mind, then we tried the song with the full band. Each member can put its own flair to the song, and that's it! If we like the final song, we keep it! Mathieu, Dominic and Sébastien brought really great songs. We are really proud of the result!
For the production, we did it mostly the DIY way; Sébastien has serious producing skills and I feel at home dealing with the technical aspects of recording. Fred also built us a sweet recording booth! We recorded all the vocals and instruments by ourselves, except the drums. Sébastien went to Jef Fortin's studio to record the drum sections. Jef is the awesome guitar player of the iconic band Anonymus and he has a bunch of great records under his belt as a producer. It was natural for us to ask him for the drums and producing, mixing and mastering the whole album!

IxPxB: Irish Moutarde is based in Quebec canadá, your country have prominent Celtic Punk bands like Mahones and Real McKenzies, but the scene in Quebec province, how is it? Do you a band recommendations for us?

Jérôme: The first band in my mind is obviously the Mahones. They are from Montréal, in our Province. We played with them once and it was crazy :-P .
During the Great Famine of Ireland, a lot of Irish families had to leave Ireland. They came to Quebec for a better life. I think that the musical roots of those people helped Quebec to develop the "Quebec Folklore," for what it is known. There is this new band called Carotté. They just launched their first album called "Punklore & Trashdition" They took the classics of Quebec's folklore music and they twisted in an awesome punk album! We had the pleasure to play with them one time and it was fantastic! They really deserve some attention!

IxPxB: Recently was release the "Famous for Nothing", for which you participate with the Dirty Glass cover. Particularly I like so much the DPI with Stephie Daughter version, but the Irish Moutarde like and feel was so awesome cover. How arose the invitation to project, and the song choice?

Jérôme: Once again, Mathieu saw this project on the Internet and suggested that we apply to get a spot on the record! We applied, suggested The Dirty Glass and we got the spot. Dirty Glass was a natural choice with Andrée-Anne in the band. We took the song, and we just played it with high energy like we play our songs, and that was it! We are really pleased and grateful to be a part of this project with all those awesome bands! It's also for a good cause! We get great comments for our cover of that song; It's another crazy thing we never expected for us with this band!

IxPxB: On december of 2014 Matt, Dom and Christian left the band. This year began a restructuration, by the way, welcome Gabor and Antony. How has been this period and which the Irish Moutarde projects for 2015?

Jérôme: We're going to use 2015 for drilling the new members, create a new show and work on a second album! For me, the break is welcome to get the time back with my kids and my girlfriend. Mathieu, Christian and Dominic are great friends. Sure we miss them, they have brought so much to the band and at the same time, it brings a new vibe to work on new song with the new members!

IxPxB: Irish Moutarde have many fans in Brazil. I saw same Moutarde t-shirts in DKM concert last year in our country. I wish the band left a message to all Brazilian fans.

Jérôme:  I'm really grateful that you give us the opportunity to do this interview!! Thanks to you and all the Brazilian fans!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Entrevista: Punching Namard (Rio de Janeiro/Brasil)


Quando montamos o blog que foi oriundo de um grupo do extinto Orkut nos idos de 2008, o objetivo era trocar materiais , reunir a galera e difundir nosso amado etílico estilo musical. Impulsionar a cena nacional era o sonho, hoje eu lanço um pequeno post que é concretização disso. Hoje temos bandas nacionais, shows e eventos relacionados acontecendo em diversas partes do Brasil.

Eu tenho a felicidade de trazer para aqueles que ainda não conhecem, uma banda do estado do Rio de Janeiro, que representa muito nossa linha. O nome é  Punching Namard da cidade de São Gonçalo.
Esses caras já foram selecionado banda do mês num site Espanhol e por aqui seguem show a show, produzindo um bom trabalho com uma linha instrumental de dar inveja a muita banda gringa que paga maluca por aí na pista. Não vejo a hora de estar num show dos caras e escutar um Tossers  e outras pérolas como Happy Ol´McWeasel  ao vivo. Os mesmos foram mencionados num site francês como uma das 15 descobertas mundiais mais promissoras do nosso estilo.  Segue a Demo dos caras com cinco músicas.

O Rio de Janeiro vai formando bandas e promovendo as cena que cresce dia a dia, esse ano o Irish Punk Brasil, tem coisas armadas para acontecer em SP e BH e ao que tudo tudo indicava vamos acabar ancorando nossa nau na cidade maravilhosa também. Sorte a vocês meu amigos do Punching Namard!!!!!

Eu deixo para vocês um vídeo dos caras fazendo cover de uma música que sempre está no meu set de discotecagem dessa banda que foi uma das primeiras que comecei a escutar The Tossers: Siobhan.



sábado, 7 de março de 2015

Entrevista: The Rumjacks


Hoje apresentamos mais uma entrevista internacional no nosso blog, e cabe aqui umas duas palavras de introdução. Quando entramos em contato com a produção da banda, para tratar da possibilidade dessa entrevista, esperávamos um retorno de uma ou duas semanas até por que os caras já estavam na estrada tocando. O que aconteceu foi que no mesmo dia Frankie McLaughlin, vocal da banda, entrou em contato conosco falando algo do tipo, ''Hey cara, que bom que vocês entraram em contato, como posso ajudar?''.
Esse tipo de coisa me deixa feliz pra caramba, ver que o espírito simples e puro da cena Punk continua vivo em muitos de nós, impedindo que as complicações e neuras do senso comum atrapalhem aquilo que somos de fato. Foi nesse clima que trocamos algumas mensagens nos últimos dias, para tratar um pouco do ultimo álbum, Sober & Godless, da história da banda, enfim falar de The Rumjacks.


IxPxB: Antes de tudo, gostaria de te agradecer por ser tão receptivo e gentil. Somos gratos pela oportunidade de entrevistar vocês. Antes do The Rumjacks se lançarem, o que vocês costumavam fazer na Austrália? Vocês tinha alguma outra banda na época? Como era a cena Punk/Irish onde vocês viviam?

Frankie: Não tem de quê, e obrigado vocês por conversarem comigo. Quando eu conheci nosso baixista, Johnny, ele tocava double bass em uma banda de Rockabilly. Eu estava fazendo algumas coisas solo, muita das quais fariam parte dos dois primeiros EP’s do The Rumjacks. Nós todos viemos de outras bandas Punk, Folk e Ska. Tem havido uma cena Punk bastante saudável por muitos anos, porém a parte Folk/Punk tem sido mais influenciada pela música Australiana ou Colonial antiga, que por sua vez tem suas raízes nos antigos escoceses, irlandeses e outras tradições populares distintas trazidas para cá pelos primeiros colonizadores europeus.
Nós tivemos ótimas bandas aqui, desde Mutiny, The Currency a Roaring Jack, até Handsome Young Strangers, Sydney City Trash e muitas outras continuam tocando e gravando até hoje.

IxPxB: Nosso blog tem a impressão de que algo especial mudou em 2008, uma vez que começamos a ver e ouvir muito mais sobre vocês. O que mudou? Qual era o plano? Depois disso vocês lançaram "Gangs of New Holland", um álbum fantástico, em 2010. Seja lá o que tenha acontecido, foi uma ótima sacada.

Frankie: 2008 foi quando formamos The Rumjacks pela primeira vez, nós rapidamente gravamos nosso primeiro e segundo EP’s (‘Hung Drawn & Portered’ and ‘Sound as a Pound’) com poucos meses de diferença entre eles. Eles rapidamente ganharam muita atenção nos Estados Unidos e Europa, abrindo o caminho para lançarmos ‘Gangs of New Holland’ em 2010. Então ficamos em turnê quase constantemente pra cima e pra baixo na costa leste Australiana por alguns anos. Pelo caminho nós dividimos o palco com grandes bandas, Gogol Bordello, GBH, The Aggrolites, UK Subs e Dropkick Murphys. Então aprendemos muito sobre nossa estrada e apresentar noite após noite juntos, e também conseguimos novos amigos e apoiadores surpreendentes em cada show.

IxPxB: O produtor do "Gangs of New Holland", Steve James, trabalhou com outros vários grandes artistas, como Thin Lizzy e Sex Pistols. Como foi essa experiência com ele dentro do estúdio? Você acha que fez muita diferença pra vocês como banda? Tem algo nesse álbum que você acha que seria diferente sem o Steve?

Frankie: Steve é um cara formidável, e muito bom de trabalhar junto, ele tem TANTA paixão, e gosta de se envolver em ajudar a contar a história de uma música. Nós aprendemos MUITO trabalhando com ele, e tenho certeza que poderemos levar isso em tudo que criaremos de agora em diante. Você não pode simplesmente comprar esse tipo de experiência e intuição. Nós também tivemos muita ajuda do Sammy Kannis no estúdio, que é outro produtor excepcional e um homem de visão. Esses caras trouxeram muita paixão e um profundo envolvimento pessoal para o álbum, o que eu acho que foi muito importante porque essas músicas, mais do que qualquer outra coisa que já fizemos, vieram do coração.
Esse álbum foi uma clara declaração de intenção, e foi criado pensando nisso. A grande e calorosa produção e confiança da entrega foi o que ganhamos por trabalharmos com um time tão bom.


IxPxB: Vocês tem algum show marcado para fora do país esse ano?

Frankie: Sim, nós temos, nós acabamos de anunciar semana passada uma apresentação no Boomtown, um festival fantástico no Reino Unido. Para nós isso fará parte de uma turnê maior na Europa e Reino Unido, então logo terão mais shows anunciados. De lá queremos continuar nossa turnê internacional até que tenhamos tocado para todos nossos amigos em outros países. Com ótimas ofertas recebidas, nossos gerentes e agentes europeus tem uma enorme tarefa de organizar tudo para nos ajudar a tornar isso uma realidade. Nós estamos muito entusiasmados em levar nossa música para fora em pessoa!

IxPxB: Vocês tem ótimos clipes, e gostaria de saber se esse é o processo mais cansativo ou mais divertido do trabalho? Tem alguém que sempre trabalha com vocês nisso?

Frankie: Os primeiros dois lançamentos desse álbum ("Blows & Unkind Words" e "Plenty") foi feito com diretor e uma equipe completa, e foi MUITO divertido. Anteriormente nós tínhamos trabalhado com nosso bom colega Natham McDonald da Fatboy Films (na Irish Pub Song) e esperamos trabalhar mais com ele logo.
Eu fiz um clipe para "Me Old Ball & Chain" algumas semanas atrás a partir de algumas filmagens verdadeiras que encontrei na minha câmera. Nós adoramos a possibilidade de postar grandes vídeos próprios, e estamos animados para filmar muito durante nossa turnê esse ano, que será usado em outro projeto mais tarde.. então estejam atentos.. Hah!


IxPxB: Onde você normalmente procura por inspiração para suas músicas? Os fãs verão alguma mudança nos assuntos sobre os quais vocês cantam?

Frankie: Sou inspirado pela vida real e histórias reais das pessoas do dia a dia no mundo de hoje, jovens ou velhos, de cada momento da vida e de cada canto do mundo. A vida real é de longe mais atraente do que qualquer coisa fictícia, e nós temos que conseguir contar nossas histórias uns pros outros, isso destrói a ignorância e o medo, e compartilha sabedoria e perspicácia valiosas com aqueles que vem junto com a gente.

IxPxB: Quais são as expectativas para o novo álbum?

Frankie: Continuar alcançando boas pessoas e conseguir ainda mais oportunidades para ir tocar para todos vocês. De longe, a parte mais proveitosa do que estamos fazendo é viajar e conhecer bons novos amigos e ficar absolutamente LOUCO com eles em um ambiente lotado toda noite. Você não consegue superar esse tipo de energia compartilhada, que é capaz de curar todo tipo de preocupação.

IxPxB: Você pode compartilhar alguma informação interna para o Irish Punk Brasil?

Frankie: Nós todos estamos indo morar no Brasil PERMANENTEMENTE... você tem algum lugar onde podemos morar??? Ok, talvez eu esteja provocando, mas nós temos grandes amigos e apoiadores por aí e nós iríamos AMAR ir aí e tocar para vocês, então esperamos poder encontrar bons shows e visitar vocês em breve.


 In English

IxPxB: Before the Rumkacks kick off, what you guys used to do in Australia? Did you have any other band back then? How was the punk/irish punk scene where you lived?

Frankie:You’re very welcome, and thank you for talking to me.
When our Bassist Johnny & I met, he was also playing double bass in a rockabilly band. I was doing some solo stuff, a lot of which later would become some of The Rumjacks first two EP releases. We all came from other punk, folk & ska bands in previous years.
There has been a fairly healthy punk scene here for a lot of years, but the folk/punk thing here has mostly been influenced by early Australian or Colonial music, which in turn has its roots in old Scots, Irish & other distinctive folk traditions brought here by our early European settlers.
We’ve had some great bands here from Mutiny & The Currency to Roaring Jack and on to Handsome Young Strangers, Sydney City Trash and many others still playing & recording to this day.


IxPxB:
Our blog share the impression that somethinf special changed in 2008, because we started to see and hear more about you. What changed? What was the plan? After that you release that awesomealbum, Gangs of New Holland in 2010. Whatever happened, it was a great move.


Frankie:2008 is when we first formed The Rumjacks, we quickly recorded our first & second EP’s (‘Hung Drawn & Portered’ and ‘Sound as a Pound’) within a few months of each other. They quickly got a lot of attention in the US and Europe, paving the way for us to release ‘Gangs of New Holland’ in 2010.
We then toured almost constantly up & down Australias east coast for a few years. Along the way we shared the stage with some great bands, Gogol Bordello, GBH, The Aggrolites, UK Subs & Dropkick Murphys. So we learnt a lot about locking in & performing together night after night, as well as made some amazing new friends & supporters with each show.


IxPxB:
Speaking of which, the album's producer, Steve James, worked with several other great artists, such as Thin Lizzy and Sex Pistols. How was that experience with him inside the studio? Do you think it made a lot of difference for you as a band? Is there something in the album that you think that without Steve would be different?


Frankie:Steve is a terrific guy, and really very good to work with, he has SO much passion and likes to get involved in helping tell the story of a song. We learned a LOT working with him which I am sure we will be able to bring to everything we create from here on. You simply cannot buy that kind of experience & intuition. We also had a lot of help in the studio from Sammy Kannis, who is another exceptional producer and a man of vision.
These guys brought a lot of passion & deep personal involvement to the album, which I think was very important because these songs more than anything we’ve done, come from the heart. This album was a clear statement of intent, and was crafted with that in mind. The big, warm production and confidence of delivery is what we gained by working with such a great team.


IxPxB:
Do you have any shows scheduled abroad this year?


Frankie:Yes we do, we have just last week announced our appearance at Boomtown, a fantastic festival in the UK. That for us will form part of a wider European/UK tour, so there will be many more shows announced very soon.
From there we are looking at continuing our overseas touring commitments until we can get around & play for all our friends in other countries too. With some great offers coming our way our management & European agents have the huge task of putting it all together for us to help make this a reality. We’re very excited about taking our music abroad in person!


IxPxB:
The band have great videoclips, is it the most tiring or the funniest process of the job? Is there someone that always work with you at this?


Frankie:The first two releases from this album (‘Blows & Unkind Words’ and ‘Plenty’) saw us work with a full Director & crew for the first time, and it was a LOT of fun. Previously we have worked with our good mate Nathan McDonald of Fatboy Films, (An Irish Pub Song.) and we are hoping to do some more work with him very soon.
I did put together a clip for ‘Me Old Ball & Chain’ a few weeks ago, which I did from some candid footage I found on my camera. We love being able to post great videos of our own and we’re looking forward to filming a lot of material on the road this year which will be put to good use on another project later.. so make sure you’re all looking sharp.. Hah!


IxPxB:
Where do you normally seek for inspiration for the lyrics? Will the fans see any changes in the topics that you sing about?


Frankie: I’m inspired by the real lives & real stories of everyday people in the world today, Young or old, from every station in life and every corner of the globe. Real life is far more compelling than anything fictitious, and we have to be able to tell each other our story, it breaks down ignorance & fear and shares valuable wisdom & insight with those who come along after us.


IxPxB:
What are the expectations for the new album?


Frankie:To continue reaching even more good people and afford us even more opportunities to come & play for you all. By far the most enjoyable part of what we’re doing is getting around & meeting great new friends and getting absolutely CRAZY with them in a crowded room each night. You cannot beat that kind of shared energy for curing all your worries & cares.


IxPxB:
Can you share an inside information for the Irish Punk Brasil?


Frankie: We are all coming to live in Brasil PERMANENTLY ..do you have somewhere we can live???
Ok, maybe I’m teasing, but we do have a lot of great friends & supporters there and would LOVE to come & play for you, so hopefully we can find some good shows & come visit for a while soon.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

The Black Tartan Clan: Entrevista Exclusiva em Breve!

Com exclusividade teremos, em breve, uma entrevista com o pessoal do "The Black Tartan Clan" contando um pouco sobre sua estória, trabalhos, novidades, novo álbum (sim, novo álbum) etc.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Entrevista Exclusiva: The Real Mckenzies

Existem umas dezenas de bandas de qualidade na “Cena Celta”, umas mais "pops", outras mais técnicas ou tradicionais, mas por motivos que fogem a racionalidade um som acaba tocando você, falando mais da sua realidade (mesmo distante de seu país, sua casa e seu trabalho), dividindo suas necessidades e as visões do mundo (ou bar) que ti cerca.
É nesse espírito de milagre e satisfação que entrego, a todos nós oficialmente, a entrevista de peso, com revelações inéditas sobre o novo trabalho desses caras que compartilham a simplicidade que muitas vezes se apaga no decorrer do caminho das bandas que cravaram seu nome da história no Celtic Punk.

Pra fechar nosso ano com Chave de Ouro, esse presentão de Natal do IxPxB, agradecemos muito mesmo, a amistosa recepção de Gord Taylor o Gaiteiro que nos respondeu as perguntas no decorrer de uns 15 dias de bate papo. Gratidão a Chuva Guerra, prestativa e paciente por traduzir quatro página de histórias dos "Punks Canadenses".

Senhores e senhores, eles atenderam ao nosso chamado.


IxPxB: E aí, galera, tudo tranqüilo?
Resposta: Tudo tranqüilo sim. Nós exato momento estamos numa pequena pausa. Acabamos uma turnê pela Europa no verão, uma turnê no Canadá no outono e agora gravamos nosso novo álbum em Nanton, Alberta, Canadá com Steve Loree. Foi como estar no interior por um mês ao invés de São Francisco!
Estaremos partindo para a Europa, Madri especificamente, para o ano novo e essa vai ser uma nova turnê. Espanha, Escócia, Inglaterra, Alemanha, Suíça, Itália, França e Holanda eu acho. Dê uma olhada nas datas da nossa turnê!

IxPxB: The Real McKenzies começou em 1992, quem teve a idéia e como era a cena underground no Canadá nessa época? Muita coisa mudou de 92 pra cá?
Resposta: Eu sou o cara errado para responder algumas dessas perguntas. Alguns do The Real McKenzies (eu, por exemplo) não são os membros originais. Mas isso é parte da vida. Eu toco a gaita de fole. Provavelmente o quinto da banda. Teve o Matt MacNasty, Raven McLeod, um cara da Simon Fraser University Pipe Band, e mais alguém.
A banda teve provavelmente uns vinte membros entrando e saindo. Consideramos todos membros, só não são membros ativos.
Tivemos Karl Alvarez no baixo, Little Joe Raposo no baixo, Dave Gregg da DOA na guitarra, Boz do Mad Caddies, e atualmente temos Sean Sellers do Good Riddance! É uma maravilha de família talentosa.

IxPxB: Desde os primeiros trabalhos foram dez gravados e um DVD, ou eu estou me esquecendo de algum?
Resposta: Não esqueceu não, é isso mesmo.

IxPxB: A gravação acústica “Shine not Burn” ficou muito boa, cara, parece que eu escolhi aquele repertório a dedo. De quem foi a ideia de fazer algo como aquilo? Ficou bem simples, direto, com uma atmosfera caseira. Tem coisas que não são possíveis capturar em um estúdio. Eu diria melhor impossível.
Resposta: Honestamente eu acho que a banda estava numa certa calmaria de material criativo. Por três anos nós tentamos fazer música em Vancouver, mas nunca chegávamos a lugar nenhum e nada acontecia.
Eu acho que a idéia de fazer o “Shine not Burn” surgiu como uma maneira de fazer um lançamento extra para nossos fãs. Já havíamos adicionado um segmento acústico ao nosso setlist – graças ao “Off The Leash”, e nós podíamos ficar uns dias extras em Dobriach, Millstattersee, nessas lindas cabanas de 500 anos de idade, em um lago maravilhoso. Nós ensaiamos lá por quatro dias antes de tocar no The Sauzipf Festival e depois fomos para Berlim para a gravação. Acho que duraram dois dias.
Você está certo! A melhor coisa sobre o DVD e sobre o álbum “Shine not Burn” foi à captura das qualidades da banda ao vivo. Nós somos caras maneiros pra caralho, sabe. Foi um dos shows mais interativos que eu já vi ou fiz parte. Ninguém é excluído, tudo que sempre queremos é conhecer pessoas e conversar!
E nós temos uma ligação especial com os bares e clubes de Kreuzberg, Berlim. Eles estavam felizes de nos ter lá, e nós estávamos honrados de fazer o show no Wild at Heart em Berlim.

IxPxB: O “Shine not Burn” foi gravado num pub na Alemanha. A casa estava cheia, vocês vão muito pra lá?
Resposta: Sim, o pub chama-se Wild at Heart em Kreuzberg, Berlim, Alemanha. Mutti e Muttis-Booking Bureau de Berlon tem sido tão bons para os McKenzies nesses últimos 10 anos, nos ajudando a construir uma família de pessoas maravilhosas pra caralho.
Todo mundo parece querer ajudar. As pessoas têm doado designs para camisas, vídeos, fotos, puta gestos incríveis. NENHUMA OUTRA BANDA TEM ESSE TIPO DE FÃS. As pessoas têm doado dinheiro pra nós, roupas, comida, abrigo, qualquer coisa. Surpreendente. Simplesmente surpreendente. Não só na Europa, mas em todo lugar do mundo.
Nós amamos a Europa, a Alemanha, e a porra de Berlim, e iremos voltar sempre que chamarem.

IxPxB: Em que ano vocês foram contratados para fazer a campanha da cerveja Kokanee? Como foi? Eles apenas usaram a música de vocês ou vocês tiveram alguma participação no processo de outra maneira?
Resposta: Eu não sei, mas falando nisso, esse ano nós participamos da trilha sonora de um filme familiar de Rick Tucker chamado Little Tyke-Coons. O Rick é um cara ótimo. Ele que deu o tom... na verdade Uli, do Wild at Heart foi gentil o suficiente e nos ajudou a gravar a primeira demo pro Rick no Wild at Heart ano passado. Como eu disse, os alemães são um povo do caralho.

IxPxB: E a cerveja por ai é boa? Acho que não temos essa Kokanee aqui no Brasil.
Resposta: Na Alemanha a cerveja é ótima... mais barata que água. A cerveja canadense que bebemos durante a gravação em Nanton chama-se Pilsner. Era 10 conto um fardinho de 8 cervejas. Eu nunca bebi cerveja brasileira! Talvez um promoter brasileiro devesse ligar para os nossos agentes, Matt e Mike na Stomp Records!

IxPxB: Vocês tocaram com bandas clássicas de diferentes gêneros, como Rancid, NOFX, Misfits e até Metallica, não é? Você poderia falar um pouco dessas experiências?
Resposta: Eu amo tocar nos shows do McKenzies! É como um show sempre imprevisível do caralho! Sempre tem uma grande variedade de bandas com as quais tocamos, desde Bob Long III até The Bellerays, com esperança, NOFX de novo... Eu acho que eles pensam que somos difíceis, mas temos trabalhado muito nos nossos shows, nos nossos vocais e tons, e eu espero voltar a essa rotina... mas yah, o que mais, Planet Smashers, talvez Reverend Horton Heat, seria ótimo.

IxPxB: E com o Sr. Neil Young, vocês já dividiram um palco? Eu digo isso porque ele é um grande nome da música canadense com muitos fãs no Brasil esperando que ele volte, já que só tocou aqui uma vez no Rock in Rio de 2001.
Resposta: Eu sinto muito, esse show foi antes de eu entrar na banda. Mas eu posso dizer a você, o Sr. Young é de Winnipeg como eu, como Randy e como Bone. Nós temos algumas histórias reais de Murder-City no The Real McKenzies.

IxPxB: Vocês já tocaram em muitos lugares na Europa. Alguma viagem ao hemisfério sul?
Resposta: Ainda não fomos convidados para o hemisfério sul. Somos uma máquina de entretenimento feita de sete homens. Fica caro voar por aí e nos manter alimentados e hidratados. Nós realmente precisamos fazer turnês ao invés de shows individuais. Mas não temos ninguém do hemisfério sul entrando em contato de verdade. Talvez vocês não gostem da gente? Hahaha. Nós AMARÍAMOS fazer uma turnê pelo Brasil. Seria muito maravilhoso. Eu ouvi que talvez iremos a Austrália esse ano.

IxPxB: Já escrevemos sobre o Dust Rhinos e sobre o Great Big Sea no nosso blog, são estilos bem diferentes de Celtic Rock dentro da cena canadense, vocês já tocaram juntos?
Resposta: Porra, Dust Rhinos! Bem lembrado! Eles são ótimos! Blair foi parte importante da minha instrução musical na década de 90. Eles são parte das minhas mais antigas memórias em Winnipeg. Tocando “The Toad” no The Hole ou no pub The Kings Head quando eu tinha 13 anos com o Matt MacNasty. Nossa amizade é de longa data. Ele tocou gaita de fole no McKenzies antes de mim. Ele se mudou de Winnipeg quando tinha 17 anos pra se unir à banda, e ficou com ela por uns 11 anos. Mudou a maneira como o mundo vê as gaitas de fole. Eu tenho um grande legado a honrar.
Eu nunca toquei com o Great Big Sea, mas eu me lembro de ficar puto no The Crown Hotel (hoje The Delta) em Winnipeg depois de uma competição de gaita de fole e conhecer Alan Doyle no The Elephant and Castle o saguão do hotel. Meu amigo Nate que estava na minha banda, estava comigo. Nós convidamos Alan Doyle para o nosso quarto de hotel para fazer uma farra e ele até apareceu mais tarde!! A festa estava uma loucura, mas acho ninguém estava conversando com ele. Então o Nate foi até ele e disse “então, você é o Alan Doyle, huh?” ... pausa longa... “Yah” ... pausa mais longa ainda... e o Nate disse “então, como isso tem sido pra você?” hahaha.

IxPxB: Vocês vão continuar com o selo da Fat Wrec Chords?
Resposta: Yah, nosso novo álbum será lançado pela Fat, States e Stomp no Canadá. Não tenho certeza de quem irá disponibilizá-lo no iTunes. Isso pode ser interessante.

IxPxB: Ótimas bandas pertencem a Fat Wrec Chords, em que ano vocês entraram no selo e vocês já fizeram uma coletânea oficial?
Resposta: Eu acho que a banda entrou na Fat há uns 14 anos. Dirty Kurt tem uma camisa velha que diz “IFA Records”, eu acho. Esse foi o primeiro selo que eu vi pelos The McKenzies. Eu acho que Sudden Death veio depois, aí Honest Dons e finalmente Fat e Stomp. Nós temos trabalhado muito com a Stomp enquanto gerenciamento, e estamos começando a ver os resultados disso. Eles farão um ótimo trabalho de publicidade do novo álbum no Canadá e no mundo.
Nenhum de nós tem nada contra a Fat, de verdade. Nós gostamos deles! Eles tem sido muito bons para nós, e lançaram os melhores álbuns do McKenzie, na minha opinião. Você não ouve a guitarra de verdade nos outros CDS’s como nos álbuns “Oot and Aboot”, “10.000 Shots” e “Off The Leash”, lançados pela Fat.
Nós gostaríamos de trabalhar mais perto da Fat num futuro próximo em termos de turnês e projetos. E as coisas parecem boas! Nós mostramos ao Mike nosso novo álbum e ele gostou! Especialmente da faixa secreta que fizemos sobre ele lol. Então eu espero que o Mike veja que estamos andando pra frente. Nós continuamos os velhos caras de sempre, mas também gostamos de fazer um show que podemos ficar orgulhosos agora. Todo show. Às vezes as coisas ainda saem do controle hahaha. Nós irritamos muita gente no passado e agora estamos tentando recompensar e dizer obrigado a todos que continuaram conosco. Nós temos algumas coisas do caralho pra mostrar pra vocês.

IxPxB: Os últimos trabalhos soaram bem leves e mais maduros, com melodias que ficam na cabeça de qualquer bêbado perdido na noite. “Drink Some More” exemplifica muito essa evolução do som. O que podemos esperar para o próximo ano, quantas músicas já estão selecionadas? Já tem algum nome em vista para o álbum?
Resposta: O nosso novo álbum foi chamado de “Westwinds” (vocês são os primeiros, a saber, by the way) e nossa tracklist consiste em 13 faixas e uma secreta. Eu acho que está marcado pala ser lançado em março.
Eu vejo os primeiros três álbuns com um som mais cru. Eles são ótimos pra ouvir as melhores qualidades do The McKenzies. As melodias fáceis de pegar, as músicas de bêbado, o som da guitarra. Fantástico.
Mas com o “Clash of The Tartans” veio um som diferente, que o Paul atribui às qualidades adicionadas por Anthony Walker.
Depois de “Clash” vieram os anos nos quais gravamos tudo em São Francisco. “Oot” e “10.000”, eu era uma pequena parte do processo, mas eu estava naqueles anos, e aqueles tempos foram esquisitos pra caralho. Todos estavam chapados. A música mostra o que a banda consegue fazer com poucas idéias, explorando-as em músicas mais longas. Pensando bem, as músicas que exploravam mais do potencial de vocal do Paul começaram a me tocar exatamente nesses álbuns da Fat.
“Off The Leash” foi feito em São Francisco também, mas ele tem um som diferente pra mim. Chip é um ótimo rock e estávamos mesmo intencionados em participar daquele filme do Scorcese, “The Departed”! (Os Infiltrados) Esse álbum também acendeu uma chama em todos nós para as músicas acústicas.
“Shine not Burn” foi feito bem independente da Fat, apesar de terem bancado. Como você sabe, ele foi gravado ao vivo em Berlin, e eles estavam numa turnê na época, e não estavam presentes durante a gravação.
“Westwinds” é um bicho totalmente diferente. Ele foi gravado e produzido por Steve Loree, um cara que já ganhou muitos prêmios. Pra mim a guitarra soa diferente daqueles álbuns que eu gosto da Fat, mas eu acho que ficou ÓTIMO.
Eu sinto como se o “Westwinds” foi realmente desenhado. Por todos nós. Nós fizemos uma imensa grade de músicas, temas, melodias, letras e um bocado de talento dedicado. Colocamos tudo junto em uma hora. Nossos vocais fazem um papel importante nesse álbum. Acho que nossos vocais tem sempre sido parte importante das nossas apresentações, mas acho que NÓS só percebemos isso há uns dois anos hahaha.
Tem umas 6 músicas de rock puro e fodido. Elas vão deixar vocês loucos. Tem uma faixa com um solo de gaita de fole (como tem em quase todos os álbuns do RMK), tem algumas músicas folks, e outras poppie-sounding. Acho que tem alguma coisa pra todo mundo. Porém, uma coisa que notei, e que até gosto, é que você não vai encontrar muita coisa acústica nesse álbum. Eu sinto como se fosse a gente falando “nós fizemos um trabalho longo dedicado a música acústica, agora é a hora de voltarmos para o lugar de onde viemos, obrigado.”

IxPxB: Vocês ouvem alguma coisa de música brasileira, artista ou gênero? Que referências vocês tem do nosso país, quero dizer, qual é a primeira coisa que vem a cabeça quando escutam a palavra Brasil?
Resposta: Show na praia! Tipo na Espanha, mas melhor! Brasileiro!!

IxPxB: Quando podemos esperar uma visita do The Real Mckenzies aqui em nosso país tropical,abençoado por Deus e bonito por natureza?
Resposta: Estamos esperando pela sua ligação!
Obrigado, seus filhos da puta!

É isso ai gente bonita, até o próximo ano, Sorte na Batalha a todos vocês em 2012.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

The Ramshackle Army: Entrevista Exclusiva em Breve!

Com exclusividade teremos, em breve, uma entrevista com o pessoal da banda Australiana "The Ramshackle Army" contando um pouco sobre sua estória, trabalhos etc.


Fiquem ligados que em 2012 estamos cheio de surpresas!