quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O que você sabe sobre as ales escocesas?




Abafada pelas escolas irlandesa e inglesa de cerveja e famosa mais pela produção de whisky, a Escócia tem também uma ótima tradição de cerveja. Os estilos escoceses trazem algumas similaridades a alguns estilos da escola inglesa, mas calma, não precisa tirar sua bandeira da IRA da gaveta, colocar sua versão de “Caledonia” para tocar e praguejar contra os Tories. Os estilos escoceses tem uma singularidade própria, contando até com uma seção própria no guia de 2015 da associação internacional de cervejeiros chamada  BJCP que pode ser acessado aqui.

Tá... tocar Caledonia tá permitido!

Em geral, o estilo que pode ser chamado de Scotch/Scotish Ale abrange três classificações que ficam entre o Light, Heavy e Export. Diferenciando entre si por um aumento continuo e crescente em corpo, cor, amargor e álcool. Quase uma adaptação das pale e red ales inglesas, o estilo favorece cores que variam de âmbar e cobre a cores avermelhadas. No sabor e são encontrados toques leves e caramelizados (que lembram o doce butterscotch) em todas as suas formas.
Doce que se assemelha
a bala de caramelo

Nas graduações heavy e export, destaca-se também sabores de biscoito e tostado de pão, um pequeno toque defumado pode ser sentido mas não deve se destacar, apenas se ajustar ao sabor final. Aroma e amargor de lúpulo frutados também devem ser balanceados e não podem roubar a cena como no caso das bitters inglesas. A graduação alcoólica é em média: Light 3%, heavy 3.5% e export 4-6%.

Há também a variação do estilo que se aproxima bastante do estilo Old Ale inglês e se chama “Wee Heavy” que dá um maior valor ao sabor de malte no estilo e permite uma graduação alcoólica bem acentuada, com alguns exemplos chegando a 12% de graduação de álcool. Esse estilo pede um maior tempo de maturação para que os aromas e gosto de álcool fiquem bem balanceados.

Devido a grande produção de whisky na Escócia, é comum exemplares do estilo serem maturados em barris de carvalho, as vezes recém usados para maturar whisky. O sabor madeirado do carvalho recém embebido em whisky proporciona um toque diferenciado na cerveja e apesar de não ser obrigatoriedade no estilo, é altamente recomendável.

Seria desonesto falar de cerveja na Escócia e não citar uma das melhores cervejarias do mundo. A Brewdog faz parte dessa nova revolução em produção de cervejas artesanais e apesar de estar mais ligada culturalmente a escola americana, a marca produz também belos exemplos de estilos escoceses como a Wee Heavy Dogma e a San Diego Scotch Ale que foi maturada em um ano em barril de carvalho com passas embebidas ao rum. Ambos exemplares mantém a ideia da fábrica de revolucionar os estilos tradicionais e oferecem uma versão mais extrema dos estilos que são baseadas.

Já provou alguma cerveja desses estilos? Gostou? Deixe seu comentário a baixo e nos diga sua experiência!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Entrevista: Pipes and Pints

Hey lads and ladies, batemos um papo com o vocalista do Pipes and Pints, Syco Mike.



Primeiramente gostaríamos de agradecer pela oportunidade. É uma grande honra para nós do blog entrevistar um dos grandes expoentes da cena celtic punk.

1-Para começar, acredito que seria bacana se você nos contasse um pouco sobre como Pipes and pints começou. O que vocês faziam antes da banda? Como o Celtic Punk entrou em suas vidas.

A banda foi formada em 2006, com Vojta e Tomas tocando com diferentes formações, um line up estável foi formado em 2009 – Mike (vocal), Vince (bateria) e Ondra (Baixo). Pipes and Pints é uma banda de punk rock e temos diferentes influencias musicais, isso faz nosso estilo.

2-Falando em influencias, quais nomes você pode citar como relevantes para o som da banda?

Todos nós ouvimos diferentes tipos de musica mas posso citar bandas como Street Dogs, Social Distortion,Bouncing Souls, US Bombs, Black Flag e muitas outras.

3-Vemos que o verão europeu tem um grande número de festivais, com uma com bandas como Dropkick Murphys, Mahones entre outras excursionando por ai. Pode contar um pouco sobre como tem sido a experiência das turnês. Como é a amizade entre as bandas? Com que banda vocês gostariam de estar no mesmo evento?

Nós tocamos em muitos festivais com muitas bandas incríveis. Uma banda que eu gostaria de dividir o palco provavelmente seria Black Flag ou The Henry Rollins Band que infelizmente não estão mais tocando. No ano passado tocamos com o Suicidal Tendencies e foi ótimo sair para conversar e estar no mesmo palco. Foi incrível.

4-Vocês podem citar o lugar mais incomum ( país, cidade ou até mesmo estabelecimento) que vocês já tocaram?  porque?

O lugar mais louco foi a Russia, onde as pessoas enlouquecem completamente quando tocamos. O maior perigo é o álcoolvodca antes do show pode fazer você perder seu guitarrista ou baixista, então cuidado com a bebida. Hahahahahah!!!!!! Outra coisa, as pessoas da Russia realmente nos trataram muito bem, uma hospitalidade incrível.




5-Quanto ao um lugar inesquecível onde tocaram, onde foi? E o publico qual o melhor? Quais musicas são mais pedidas?

Para a banda, todo show é especial e incrível. Damos toda nossa energia e o publico nos corresponde.

Os pedidos são sempre diferentes. Nós tocamos o nosso set e as pessoas acabam ouvindo as músicas delas.

6-Pipes and Pints tocaram em boa parte da Europa, podemos esperar que em breve vocês cruzem o Atlântico e toquem na America do Sul. Talvez no Brasil?

Ficaríamos honrados em tocar no Brasil e esperançosos por ter a oportunidade de andar de skate e surfar com os fãs que vierem ao nosso show. "ROCK ROLL RIDE THRO Brazil".


7-Quais são os planos para o future da banda? Algum projeto? Novos álbuns ou Singles?

Será uma boa coisa.

Para terminar, gostaríamos de pedir-lhe para deixar uma mensagem a todos os fãs Brasileiros do Pipes and Pints.

HEY BRASIL, ESPERO  "ROCKING ROLLING RIDING” PELO SEU PAIS COM NOSSO “BAGPIPING PUNK ROCK”.ESPERO VER TODOS VOCÊS EM BREVE NO PALCO. 


In English

First of all, I’d like to thank you for this opportunity. It’s a big honor for us, Irish Punk Brasil, to interview one of the biggest exponent in the Celtic Punk world scene.

1-To begin with, would be nice if you tell us a little of how Pipes and Pints started. What you guys use to do before the band? How did Celtic Punk came into your lifes?

The band started in 2006 with its original members Voijta and Tomas after playing for years with different members the best  line up was found in 2009 Mike the Syco Mike frontman singer Vince pounding drums and Ondra the  bouncing bass man. Pipes and Pints is a Punk rock band and we all have different kind of influences on music that is what makes our style of music.

2-As for influences, which can you name as relevant to the band’s sound?

We all listen to different kinds of music but here a few Street Dogs, Social Distortion,Bouncing Souls, US Bombs Black Flag and many more.

3-We see that in european summer there’s a huge number of festivals with a lot of bands, as Dropkick Murphys, The Mahones and so on. Can you tell us a little bit of the experiences on tours, how is the friendship between the bands? And which band would you like to be at the same event?

We have played many festivals with many amazing bands one band I would like to share the same stage with would probably be Black Flag or the Henry Rollins band  but unfortunantly they are not playing anymore. We played with suicidal Tendencies this year it was great to hang out and talk and rock the same stage. It was amazing.

4-Can you guys cite the most unusual place (country, city or even establishment) you have ever played at? And why?

Craziest place we where was Russia the people went totally ape shit when we played. Dangerous is the alcohol the vodka before the show you could lose your guitar player or bass player before the show starts so be careful with the drinking. HAHAHAHAHAH!!!!!!
Otherwise the people there took really good care of us  there hospitality was amazing.

5-What about the most amazing place?What about the crowd? Where was the best crowd you played to? Which song is the most requested on shows?

Every show is special and great for us we give all our energy and the crowd gives it back to us.
Request are always different we play our set and people get to hear there songs anyway.

6-Pipes and Pints played in a good part of Europe, should we expect that soon you’ll be crossing the Atlantic and play in South América, perhaps even in Brazil?

Yes we would be honored to play in Brazil and hopefully have the opportunity to go skateboarding and surfing with the fans coming to our shows. ROCK ROLL RIDE THRO Brazil.

7- What are the plans for the future of the band? Any projects? New albums or singles?
Will be a good one.

To end this, I’d like to ask you to leave a message to all Pipes and Pints fans in Brazil.


HEY BRAZIL HOPE TO BE  ROCKING ROLLING RIDING THRO YOUR COUNTRY WITH OUR BAG PIPING PUNK ROCK SOUND SEE YOU ALL SOON IN THE PIT I HOPE.


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Harmonização de Cervejas com sobremesas

Com a popularização de cervejas artesanais no Brasil, muitos acabam descobrindo que certos estilos de cerveja combinam melhor com certo tipo de comida. O costume que antes era basicamente combinar uma porção de fritas com uma american light lager qualquer, abre possibilidades para IPAs, Weiss e stouts... E mesmo que muitos ainda se complicam em escolher o prato principal ou porção com a cerveja artesanal, pior ainda é a escolha de sobremesas com cerveja.
Sim, é possível combinar diversos estilos de cerveja artesanal com pratos doces. Em alguns casos eu diria inclusive que são até a principal escolha! Tudo é questão de atenção nos ingredientes e quais sabores deseja ressaltar. Me acompanhe nesse pequeno tutorial básico e, quem sabe, brotar algumas novas ideias de harmonização para usar com amigos ou até mesmo para impressionar sua companhia para a noite.


De olho nas especiarias!


Uma ótima dica para saber com o que harmonizar pode estar justamente na receita da cerveja em si. Cervejas Weiss e Golden Ales que tem canela em sua receita harmonizam muito bem com receitas que levam canela. Cervejas com café e chocolate combinam com sobremesas que levam esses mesmos ingredientes. Então atenção na composição da cerveja acima de tudo!


Dry Stouts, Imperial Russian Stouts, Porters


Cervejas com marcas presentes de torrado e toffe harmonizam perfeitamente com sobremesas secas a base de chocolate como cookies, chocolate em barra meio amargo e brownies. Os sabores se equivalem e trazem uma boa sensação no paladar. Eu mesmo não sou muito fã de chocolate e muito menos de dry stouts, incluindo a Guinness (sim, sim... eu sei que vocês me odeiam), mas quando comi os dois juntos, não teve como negar a felicidade gustativa que senti. A harmonização fica ainda melhor se as cervejas tiverem café ou chocolate na fórmula.

Brown Ales, Sweet Stouts e  Oatmeal Stouts

Essas com um sabor mais doce e um gosto mais caramelizado do que as do grupo em cima combinam bastante com sobremesas a base de caramelo e chocolate no geral. Pudins, petit gateau, pasta de avelã com chocolate, bolos de chocolate com cobertura. Com o sabor menos torrado e seco desses estilos de cerveja, sobremesas mais suaves equivalem em sabor com a cerveja, sem anular o gosto de nenhum dos dois.

 

Hefeweiss, Weizendunkel, Weizenbock, Strong Golden Ales


Hefeweiss são cervejas de trigo que não passam pela filtração, ou seja, tem cor mais turva e corpo maior. Weizendunkel e weizenbock contem alguns grãos com torra média, dando um sabor diferencial e cor laranjada e as vezes cobre nas cervejas. Doces de médio corpo, como pudins de leite com canela e bananas flambada ou torta de banana são boas pedidas. 


Weiss, Golden Ales, Trippel, Witbier


Nesse estilo, leveza prevalece. Por contarem com cervejas de corpo baixo e coloração clara, recomendo doces leves, receitas com mel e banana são bem vindas, cereais como aveia e caldas leves também, desde que não muito doces e pesadas. Como as cervejas nesse caso são mais leves, pode rolar de a sobremesa se sobrepor demais ao sabor da cerveja, anulando a experiência.


IPAs, Pales Ales e Red Ales


Agora chega a parte mais complicada, em especial com as IPAs. Pois dependem dos lúpulos usados na cerveja. Algumas delas têm sabores frutados mais pronunciantes como manga e pêssego e, portanto, pedem doces baseados nessas frutas. Outras IPAs ressaltam sabores mais cítricos de maracujá e laranja, pedindo mousses e doces cítricos. Porém se a IPA que estiver tomando ter um amargor mais floral ou picante, não é recomendado arriscar em doces para harmonizar. Pale Ales seguem a mesma especificidade mas com atenção redobrada na leveza do prato, assim como as Golden ales. Reds por terem também uma torra média, pedem doces que valorizam o sabor de caramelo e pratos mais pesados.

Já haviam experimentado alguma dessas combinações? Gostaram? Não deixem de comentar qual foram suas experiências.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

The old, the new, the wiskey, Gaelic Storm!

Com músicas como Johnny Tarr, Nancy Wiskey e o re-make do Tell Me Ma, Gaelic Storm vem desde 1996 marcando seu espaço.

No Brasil, nem tão conhecida, a banda faz enorme sucesso no mundo a fora com seu ritmo dançante que vai desde o folk irlandes, escocês, e encontra o celtic punk.

Green Eyes, Hed Hair - Gaelic Storm - Album Cabbage (2010)

A banda, iniciada em Santa Mônica - Califórnia, em 1996, já passou por diversas mudanças e sua formação atual consiste em Patrick Murphy (acordeon e lead vocal), Steve Twigger (guitarra, bandolim e lead vocal), Ryan Lacey (percussão, vocal), Peter Purvis (gaita de fole e tin whistle)  e Kiana Weber (violino e vocal).


Heart of The Ocean - Gaelic Storm

Em 1997, Gaelic Storm, chegou a aparecer no filme Titanic como uma banda de terceira classe, com a música "An Irish Party In Third Class", o que acarretou em vários elogios críticos e populares, além de começarem turnês.

An Irish Party In Third Class

A banda já chegou a à 1ª parada na Billboard Mundial, com seu álbum "What's the Rumpus?" de 2008. Gaelic Storm, do começo até hoje lançou 10 álbuns e todos valendo a pena de ouvir do começo ao fim.
  • Gaelic Storm - 1998
  • Herding Cats - 1999
  • Tree - 2001
  • Special Reserve (Compilation) - 2003
  • How Are We Getting Home? - 2004
  • Bring Yer Wellies - 2006
  • What's the Rumpus? - 2008
  • Cabbage - 2010
  • Chicken Boxer - 2012
  • The Boathouse - 2013

Slim Jim and the Seven Eleven Girl - Gaelic Storm - Album What's the Rumpus



Fonte: Gaelic Storm

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Entrevista: Irish Moutarde


Hey lads and ladies, mais uma entrevista internacional chegando. Desta vez um papo com Jérôme Bélanger, guitarrista e membro fundador, da Banda canadense Irish Moutarde.

IxPxB: Para começar, acho que podemos falar um pouco de como começou a banda. Já são cinco anos, certo? Quais foram as principais influencias musicais? Como foram os primeiros dias e os primeiros concertos? E a aceitação por parte do publico?

Na época, o Irish Moutarde foi criado para tocar em apenas um show! Mathieu estava em uma organização para retomar o desfile de São Patrício na cidade de Quebec. Tocávamos Metal Progressivo na época e Mathieu apresentou a ideia de realizar um show em tributo ao Celtic Punk para as festividades. Fizemos principalmente covers de DKM e Flogging Molly.  Em janeiro de 2010, realizamos um “show teste”, antes das festividades de São Patrício, para cerca de 300 pessoas.  Foi inacreditável! Após esta apresentação, recebemos muitas oportunidades para tocar e foi isso: Irish Moutarde  tornou-se o que é hoje. Lentamente fomos incorporando material original e a resposta do publico foi incrível. Com toda esta recepção positiva, decidimos gravar um álbum.

IxPxB: O primeiro álbum foi muito bem recebido, tendo muitos reviews positivos, e figurando em todas as mais relevantes listas de melhores álbuns de Celtic punk do ano de 2013. Conte um pouco sobre o processo criativo e a Gravação. Foi um projeto totalmente independente?

Primeiro, Irish Moutarde é 100% independente. É duro! Temos eu trabalhar muito em todos os aspectos da banda. Cada membro faz o que pode para ajudar e é muito gratificante ver o que fizemos por conta própria! Não tínhamos ideia que este álbum seria tão bem recebido e teria reviews em todo mundo! Ele nos levou a França para tocar para 10000 pessoas! Eu ainda não consigo acreditar!
Nosso processo criativo foi fácil: algum membro produzia uma demo aproximada de uma musica que tinha em mente, então tentávamos a musica com a banda completa. Cada musico pode inserir seu próprio talento, e é isso!  Se gostássemos do resultado final mantínhamos a canção! Mathieu, Dominic e Sébastien trouxeram realmente canções incríveis. Estamos muito orgulhosos do resultado.
Para a produção, nos seguimos na maior parte do caminho “Do It Yourself”; Sébastien tem grandes habilidades na produção e eu me sinto em casa lidando com aspectos técnicos de gravação. Fred também construiu uma cabine de gravação! Gravamos todos os vocais e instrumentos nos mesmos, exceto a bateria. Sébastien foi para o estúdio de Jef Fortin para gravar as seções de bateria. Jef é um guitarrista incrível banda Anonymus e tem um monte de grandes discos na careira como produtor. Era natural pedir-lhe para a bateria e produção, mixagem e masterização do álbum.




IxPxB: o Irish Moutarde esta baseado na cidade de Quebec (Canadá), o pais de vocês tem bandas de Celtic punk proeminentes como Mahones e Real McKenzies, mas a cena na província de Quebec especificamente, como é? Vocês tem recomendações de bandas para nós?

A primeira banda em minha mente é, obviamente, os Mahones. Eles são de Montreal, em nossa Província. Nós tocamos  com eles uma vez e foi uma insano.
Durante a grande fome na Irlanda, um grande quantidade de famílias irlandesas teve de deixar seu pais. Eles chegaram em Quebec  buscando uma vida melhor. Eu acho que as raízes musicais dessas pessoas ajudaram a desenvolver o “Quebec Folclore” , como ficou conhecido. Há uma banda nova chamada Carotte. Eles acabarem de lançar seu primeiro álbum chamado "Punklore & Trashdition" eles juntaram os clássicos do folclore musical de Quebec em um impressionante álbum punk! Tivemos o prazer de tocar com eles uma vez e foi fantástico! Eles realmente merecem alguma atenção!

IxPxB: Recentemente foi lançando a coletânea "Famous for Nothing", na qual vocês participaram com o cover de Dirty Glass. Particularmente eu gosto muito da versão original, mas o cover com todo o estilo Irish Moutarde ficou  fantástico. Como surgiu o convite para o projeto, e a escolha da canção?

Mathieu viu esse projeto na internet e sugeriu tentarmos um lugar na coletânea! Candidatamos-nos sugerindo The Dirty Glass e conseguimos uma faixa no projeto. Dirty Glass foi uma escolha natural com Andrée-Anne na banda.  Escolhemos a musica, e tocamos com muita energia como tocamos nossas canções, e foi isso! Estamos realmente satisfeitos e gratos por fazer parte deste projeto com todas essas bandas impressionantes! Também é por uma boa causa! Nós obtivemos grandes comentários para a nossa capa da canção; É outra coisa louca nunca esperaríamos para nós com essa banda!

IxPxB: Em dezembro de 2014 Matt, Dom e Christian deixaram a banda. Este ano começou com um reestruturação, a propósito quero dar as boas vindas a Garbor e Antony. Como esta sendo este período e quais os projetos do Irish Moutarde para 2015?

Vamos usar 2015 para “lapidar” os novos membros, criar novas músicas e trabalhar em um segundo álbum! Para mim, esse período é bem vindo para recuperar um tempo com meus filhos e minha namorada. Mathieu, Christian e Dominic são grandes amigos. Claro que sinto falta deles, eles trouxeram muito para a banda, mas ao mesmo tempo temos, com novos membros, uma nova energia para trabalhar em novas canções!

IxPxB: Irish Moutarde tem bastante admiradores no Brasil, ano passado, no show do Dropkick Murphys vi inclusive algumas camisas da banda no meio da galera. Gostaria que vocês deixassem um recado para todos os fãs brasileiros.

Estou muito agradecido pela oportunidade da entrevista. Obrigado a vocês e todos os fãs brasileiros.


In English

IxPxB: To start I think, we can talk about the band's kick off. Was 5 years ago, right? Who the principal influences and musicals references? How were the first’s days and the firsts concerts? And the public acceptance?

Jérôme: At the time, Irish Moutarde was created to play only one gig! Mathieu was in an organisation to bring back the St-Pat's parade in Quebec City. We were playing prog metal music at the time and Mathieu brought up the idea to make a tribute show of celtic and Irish punk rock for the parade festivities. We did mostly covers of Dropkick Murphy and Flogging Molly. We did a "test show" in January 2010 before the St-Pats festivities in front of 300 people. We had a major blast! After that show, we received plenty of gig opportunities and that was it: Irish Moutarde became what it is today. We slowly began to incorporate original material and the public response was awesome. With these great reviews, we decided to make a record!

IxPxB: The Moutarde’s  first album was very well received, positives reviews a lot, and has figured in all most relevants best celtic punk albums list of 2013. talk about the creation and recording of this? Was a totally independent project?

Jérôme: First off, Irish Moutarde is 100% independent! It's tough! We have to work really hard for every aspect of the band. Each member does what he can to help and it is so gratifying to see what we did by ourselves! We had no idea that this record would make it to any charts, or get reviews from all around the world! It brought us to France to play in front of 10000 people! I still can't believe it!
Our creation process was easy: some member produced a rough demo of a song he or she had in mind, then we tried the song with the full band. Each member can put its own flair to the song, and that's it! If we like the final song, we keep it! Mathieu, Dominic and Sébastien brought really great songs. We are really proud of the result!
For the production, we did it mostly the DIY way; Sébastien has serious producing skills and I feel at home dealing with the technical aspects of recording. Fred also built us a sweet recording booth! We recorded all the vocals and instruments by ourselves, except the drums. Sébastien went to Jef Fortin's studio to record the drum sections. Jef is the awesome guitar player of the iconic band Anonymus and he has a bunch of great records under his belt as a producer. It was natural for us to ask him for the drums and producing, mixing and mastering the whole album!

IxPxB: Irish Moutarde is based in Quebec canadá, your country have prominent Celtic Punk bands like Mahones and Real McKenzies, but the scene in Quebec province, how is it? Do you a band recommendations for us?

Jérôme: The first band in my mind is obviously the Mahones. They are from Montréal, in our Province. We played with them once and it was crazy :-P .
During the Great Famine of Ireland, a lot of Irish families had to leave Ireland. They came to Quebec for a better life. I think that the musical roots of those people helped Quebec to develop the "Quebec Folklore," for what it is known. There is this new band called Carotté. They just launched their first album called "Punklore & Trashdition" They took the classics of Quebec's folklore music and they twisted in an awesome punk album! We had the pleasure to play with them one time and it was fantastic! They really deserve some attention!

IxPxB: Recently was release the "Famous for Nothing", for which you participate with the Dirty Glass cover. Particularly I like so much the DPI with Stephie Daughter version, but the Irish Moutarde like and feel was so awesome cover. How arose the invitation to project, and the song choice?

Jérôme: Once again, Mathieu saw this project on the Internet and suggested that we apply to get a spot on the record! We applied, suggested The Dirty Glass and we got the spot. Dirty Glass was a natural choice with Andrée-Anne in the band. We took the song, and we just played it with high energy like we play our songs, and that was it! We are really pleased and grateful to be a part of this project with all those awesome bands! It's also for a good cause! We get great comments for our cover of that song; It's another crazy thing we never expected for us with this band!

IxPxB: On december of 2014 Matt, Dom and Christian left the band. This year began a restructuration, by the way, welcome Gabor and Antony. How has been this period and which the Irish Moutarde projects for 2015?

Jérôme: We're going to use 2015 for drilling the new members, create a new show and work on a second album! For me, the break is welcome to get the time back with my kids and my girlfriend. Mathieu, Christian and Dominic are great friends. Sure we miss them, they have brought so much to the band and at the same time, it brings a new vibe to work on new song with the new members!

IxPxB: Irish Moutarde have many fans in Brazil. I saw same Moutarde t-shirts in DKM concert last year in our country. I wish the band left a message to all Brazilian fans.

Jérôme:  I'm really grateful that you give us the opportunity to do this interview!! Thanks to you and all the Brazilian fans!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Entrevista: Punching Namard (Rio de Janeiro/Brasil)


Quando montamos o blog que foi oriundo de um grupo do extinto Orkut nos idos de 2008, o objetivo era trocar materiais , reunir a galera e difundir nosso amado etílico estilo musical. Impulsionar a cena nacional era o sonho, hoje eu lanço um pequeno post que é concretização disso. Hoje temos bandas nacionais, shows e eventos relacionados acontecendo em diversas partes do Brasil.

Eu tenho a felicidade de trazer para aqueles que ainda não conhecem, uma banda do estado do Rio de Janeiro, que representa muito nossa linha. O nome é  Punching Namard da cidade de São Gonçalo.
Esses caras já foram selecionado banda do mês num site Espanhol e por aqui seguem show a show, produzindo um bom trabalho com uma linha instrumental de dar inveja a muita banda gringa que paga maluca por aí na pista. Não vejo a hora de estar num show dos caras e escutar um Tossers  e outras pérolas como Happy Ol´McWeasel  ao vivo. Os mesmos foram mencionados num site francês como uma das 15 descobertas mundiais mais promissoras do nosso estilo.  Segue a Demo dos caras com cinco músicas.

O Rio de Janeiro vai formando bandas e promovendo as cena que cresce dia a dia, esse ano o Irish Punk Brasil, tem coisas armadas para acontecer em SP e BH e ao que tudo tudo indicava vamos acabar ancorando nossa nau na cidade maravilhosa também. Sorte a vocês meu amigos do Punching Namard!!!!!

Eu deixo para vocês um vídeo dos caras fazendo cover de uma música que sempre está no meu set de discotecagem dessa banda que foi uma das primeiras que comecei a escutar The Tossers: Siobhan.