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terça-feira, 31 de julho de 2012

Cerveja: Guia de Estilos

Para ajudar na identificação dos estilos, a sommelier de cervejas Andréa Calmon traduziu este guia do livro “The Brewsmaster Table”, de Garret Oliver. Esta compilação apresenta as características mais marcantes de cada estilo, facilitando a busca por harmonizações de cervejas com comidas.
 
 Principais Estilos e suas Características Marcantes para Harmonizar

Abadia – Forte, frutada, picante, aromática, complexa.

Altbier – Maltes tostados, amargor envocado, sabor marcante de malte.

Amber – Coloração que já remete a maltes tostados tanto em Ales quanto em Lagers.

Barley Wine – Muito forte, escura, agridoce, maltada, complexa.

Bière de Garde – Encorpada, herbácea, sabores de anis e terrosos.

Bitter – Frutada, sutil, baixa carbonatação, robusta nos lúpulos.

Bock – Escura (normalmente, mas nem sempre), forte, maltada, toffee, encorpada, amargor
contido.

Brown Ale – Escura, caramelizada, frutada, leve toque de chocolate e café.

Doppelbock – Muito forte, escura, toffee, com algum dulçor.

Dortmunder Export – Dourada, seca, pão, amargor moderado.

Dubbel – Escura, frutada, complexa, uvas passas, picante.

Dunkel – Escura, maltada, pão, moderadamente amarga.

ESB – Ambar, frutada, moderadamente forte, lupulada.

Framboise – cerveja elaborada com frutas, pode ser doce ou seca.

Gueuze – Clara, seca, selvagem, animal, complexa, ácida.

Hefeweizen – Cerveja de trigo com leveduras em suspensão, corpo leve, cravo, banana.

Helles – Dourada, corpo leve, maltada, pão, amargor leve.

Imperial Stout – Muito forte, escura, tostada, café, chocolate, robusta.

IPA (India Pale Ale) – Amber, forte, seca, robusta nos lúpulos nos aromas e no sabor.

Kölsch – Dourada clara, um pouco frutada, pão, amargor contido.

Kriek – Cervejas elaboradas com cerejas, podem ser doces ou secas.

Lambic – Fermentada com leveduras selvagens, ácidas, base ácida para as Gueuzes e Fruit
Beers, selvagens.

Marzen – Amber, pão, maltada, caramelizada, corpo médio.

Mild – escura, pouco lupulada, caramelizada, frutas secas (uvas passas), corpo leve.

Oktoberfest – Similar as Märzen porém mais claras.

Old Ale – Forte, escura, caramelizada, frutas secas, amargor balanceado.

Pale Ale – Amber, seca, frutada, lupulada, com algum sabor de maltes caramelo.

Pilsner – Se genuína, dourada, seca, amarga, floral, pão.

Porter – Muito escura, chocolate, café, caramelizada, lupulada.

Rauchbier – Defumada em aromas e sabor, caramelizada.

Saison – Seca, forte, condimentada, complexa, refrescante, lupulada, não muito forte.

Schwarzbier – Escura, as vezes forte, chocolate, seca, caramelizada, pão.

Scotch Ale – Escura, as vezes forte, maltada, encorpada, resquícios de amargor.

Stout – Preta, café, chocolate, pode ser muito seca ou adocicada, forte ou não.

Trapistas – As cervejas feitas pelos monges, fortes, frutadas, condimentadas, complexas.

Tripel – Pálidas, fortes, secas, frutadas, complexas, espirituosas.

Vienna – avermelhadas, caramelizadas, maltadas, pão, leve amargor.

Weiss – Cervejas de trigo, fermento, banana, cravo, frutadas, leves, acidez leve.

Witbier – Cervejas belgas de trigo, claras e turvas, corpo médio, cítricas, refrescantes,
levemente ácidas.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

As cinco babidas mais fortes

''Um Homem necessita de objetivos,assim como um pássaro precisa de suas asas'' ''Aquilo que não lhe mata, o torna mais forte'' ''Se existem multiplos alvos, atire primeiro no mais perto'' ''álcool é o líquido que mata os vivos e preserva os mortos''

É com estas maximas e ao som de Circle J – The Road, The Stage, and the Bottle,Neck – Barney Fare, The Porters – Whiskey on a Sunday ,Kilmaine Saints – Pog mo Thoin e The Kidney Stones – Whiskey, Vomit, n Piss, que ao ler a matéria de Claudio Pucci não pude deixar de postar aqui com a devida referencia.

Confira abaixo as cinco bebidas mais fortes do planeta:

1. Everclear, a bebida mais forte do mundo: Fabricada nos Estados Unidos, pela empresa Luxco, essa espécie de pinga gringa (ou spirit, como é chamada, uma beberagem feita de cereais e sem gosto algum) tem graduação alcoólica entre 75,5% e incríveis 95%. Só para você ter uma idéia, uma boa cachaça brasileira tem em torno de 44%. Proibida em quase todo os EUA, a versão mais potente pode ser adquirida na província de Alberta no Canadá, e é especialmente usada como complemento para drinques, na feitura de alguns pratos na culinária e até mesmo para acender fogueiras.

2. Utopias, uma cerveja para derrubar qualquer um: Fabricada pela Samuel Adams, a Utopias possui 25% de álcool em sua composição (em geral uma "breja" varia entre 4,5% e 5%). Ou seja com dois copos você já está totalmente embriagado. Envelhecida em barris tipicamente usados para conhaques, whiskies e vinho do porto, foi lançada apenas em 2002, 2005 e 2007, com produção limitada em 8000 garrafas e vendida originalmente a US$100 cada uma. Hoje, em leilões e sites especializados, cada uma dessas raridades pode chegar a US$500. Apresentada em uma garrafa de cerâmica, que aliás, é produzida no Brasil, é uma cerveja considerada atípica com um sabor complexo e mais próximo de um brandy ou sherry.

3. Balkan, a vodka com contraindicação: A Balkan, que como o próprio nome diz, vem dos Balcãs, mais especificamente da Bulgária, começou a ser vendida na Inglaterra em 2002 e se tornou um sucesso absoluto. Com teor alcoólico de 88%, triplamente destilada, tem no seu rótulo nada mais, nada menos, que 13 alertas em relação a possíveis prejuízos à saúde do bebedor. Por essa razão é recomendável não tomá-la pura e sim como componente de drinques. Cada garrafa, aliás com um design extremamente simples e emulando o estilo de bebidas antigas, sai em torno de 45 libras ou R$137.

4. Absintho, a fada verde: O absintho chamado de suisse possui teor alcoólico variando de 68% a 72%, mas sua venda é terminantemente proibida em terras brasileiras (somente a versão ordinaire com graduação em torno de 45% é liberada). Acontece que não é só o álcool que faz a bebida favorita dos boêmios franceses, como o pintor Toulouse-Lautrec e os poetas Rimbaud e Baudelaire, tão famosa e temida. Sua composição de ervas, em especial a Artemisia absinthium ou Losna, como é comumente conhecida no Brasil (aquela mesmo do famoso chá para dor de estômago) tem efeitos enebriantes e o abuso pode causar convulsões, alucinações e surtos psicóticos, além de danos cerebrais permanentes (o que explicaria as loucuras do pintor Van Gogh). Em tempo, o vermute também tem losna em sua composição.

5. O uisque mais forte a ser feito: Esse não existe ainda, mas a promessa está no ar desde 2006, quando a destilaria escocesa Bruichladdich, prometeu fabricar 5.000 garrafas de um uisque com 92% de graduação alcoólica. Na verdade, a empresa está se baseando em um livro de 1695 para produzir a bebida, chamada na época de usquebaugh-baul e que era destilada quatro vezes (um malte escocês tradicional passa apenas duas vezes pelo processo, enquanto o irlandês é triplamente destilado). O interessante é que o autor do livro diz que apenas duas colheres de sopa da poção são recomendáveis a um ser humano já que, se exceder essa quantidade "a respiração é interrompida e causa danos à vida do indivíduo".

Fonte: Terra
Sorte! (A foto vc sacou né minha canário?)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Projeto Hidromel Valkiria: uma realidade muito próxima de nós!

Beber com os amigos é um prazer, sozinho ás vezes é necessário, hoje trago à vocês uma entrevista bacana, para os amantes de uma boa bebida, eis que o Hidromel Valkíria, produzido no sul desse país, conhecido como Brasil, e que está em vias de se industrializar e produzir em larga escala, para que pessoas como o nosso comparsa Luis Stecca que mora em Rondônia, possam desfrutar dessa maravilha de beberagem tradicional. Quem respondeu nossas perguntas foi Tiago Kaviski, graduando em farmácia e um dos responsáveis pelo Projeto Valkíria.

Irish Punk Brasil: Você poderia nos falar um pouco sobre a origem da bebida?
Tiago Kaviski: O hidromel é uma bebida muito antiga, tem relatos que é tão antiga quanto a cerveja. O povo que apresentou o hidromel foram os celtas, mas com as guerras com os vikings ocorreu maior propagação do hidromel. Alguns historiadores falam que os vikings gostaram tanto do hidromel que era praticamente uma bebida regional deles.
Irish Punk Brasil: E hoje em dia, a cerveja sendo muito mais popular, aonde o hidromel continua bombando?
Tiago Kaviski: Hoje o povo q tem maior produção e que mais bebe são os eslavos.
Irish Punk Brasil: E o Projeto Valkíria como foi o início dessa historia?
Tiago Kaviski: Foi em 2007, começamos fazendo na minha casa, como uma brincadeira de amigos,a partir disso um pessoal veio e experimentou, gostaram muito, eles deram a ideia de vender e começamos a vender. Antigamente produzíamos aqui na minha casa, mas como a produção aumentou muito tivemos q sair e ir para uma vinícola, hoje estamos produzindo em Santa Catarina.
Irish Punk Brasil:
Qual a situação atual de vocês?

Tiago Kaviski: No momento não estamos vendendo abertamente, estamos mais divulgando nosso hidromel.
Irish Punk Brasil: E vocês tem suporte para atender fora do estado num futuro?
Tiago Kaviski: Estamos participando de eventos como o que vai rola nesse dia 25/09/10, se houver procura suficiente podemos produzir hidromel suficiente para boa parte do país.
Irish Punk Brasil: Quanto custa em media a garrafa de hidromel para o consumidor final? Vocês comercializam a garrafa certo?
Tiago Kaviski: Nos eventos sai em media de 25 reais, temos o seco e o suave.
Irish Punk Brasil: Garrafa de quantos ml?
Tiago Kaviski: É de 750 mL, igual as garrafas de vinho
Irish Punk Brasil: E a conservação do hidromel em casa segue no mesmo esquema do vindo também?
Tiago Kaviski: Deve ser conservado em lugar fresco, não pode fica exposto na luz do sol direta, depois de aberto deve ser mantido sob refrigeração.
Irish Punk Brasil: Me fale um pouco do processo de produção a bebida é a base de mel nao é? Quanto tempo demora em media pra conseguir o teor alcoólico bom? E de quanto seria esse teor?
Tiago Kaviski: É basicamente mel, água e levedura. Para produzir em casa demora em torno de 2 a 3 meses, utilizando tecnologia empregada na produção de vinho podemos produzir uma safra por mês.O ministério da agricultura estabelece que o teor alcoólico deve estar entre 4% e 14%.
Irish Punk Brasil: E em larga escala vcs pretendem manter que media desse teor?
Tiago Kaviski: Em media de 10 a 11, próximo do vinho branco.
Irish Punk Brasil: Certo, então atualmente vcs não estão comercializando, mas existe algum lugar aonde pode-se encontrar o produto?
Tiago Kaviski: Deixamos algumas garrafas na Alameda do Rock (Curitiba/PR).
Irish Punk Brasil: E quem são os outros envolvidos nisso?
Tiago Kaviski: Nesse momento estamos mais preocupados com a divulgação que com a venda,sou eu que estou graduando em farmácia, Luiz que é engenheiro químico, Marco que é químico e Valmor que é enólogo.

Agradeço muito ao amigo Tiago Kaviski, por nos conceder esta entrevista, e espero em breve uma (ou duas ou dez) garrafa do Valkiria para desfrutar de um semi como alcoólico sádio e assistido por meus amigos.

Para maiores informações segue o site, e pegando um gancho nesse assunto, como o caro leitor pode ver, no próximo dia 25 acontecerá na cidade de Curitiba (e eu tenho certeza que a Jess vai lá afogar as magoas que ela não tem) o evento Curitiba Homebrewers Fest, cerveja a vontade e show com duas bandas de renome dentro do circuito alternativo dos bêbados do underground, Hillbilly Rawhide (que manda muito bem e bota fogo em suas apresentações) e Thunder Kelt (simplesmente os melhores dentro do contexto de música celta Tradicional, isso na minha humilde opinião).

Vale muito a pena conferir isso, é um pecado mortal cobrado por São Patrício em divindade, estar em Curitiba e não ir nessa parada.